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Concentra��o de renda ainda � gritante

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| LELO MACENA Repórter Das 102 cidades alagoanas, a capital Maceió detém 56% da economia do Estado. O número preocupa e denuncia a má distribuição de renda em Alagoas. Essa é uma das informações, entre vários novos dados e números, que a coleção Municípios de Alagoas está trazendo com exclusividade para os assinantes da Gazeta. Por conta desses dados, o último dos doze fascículos da coletânea será inteiramente dedicado à capital alagoana. A coleção Municípios de Alagoas, que trará um estudo econômico, histórico e geográfico de todas as cidades alagoanas, começa a ser publicada na próxima quarta-feira. O primeiro fascículo já está pronto. Em seu conteúdo, dados atualizados de nove municípios que formam a microrregião de Maceió: Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba. Para facilitar a publicação, os municípios foram divididos em regiões, que serão contempladas em cada fascículo, que chegarão aos assinantes do dia 10 de maio ao dia 26 de julho, toda quarta-feira. Geografia Nessa primeira edição, o leitor vai encontrar informações dos aspectos geográficos gerais sobre o Estado, que foi dividido em três macrorregiões: Litoral, Agreste e Sertão. Cada município terá sua área, localização, clima e limites devidamente especificados. ?Nós tínhamos informações truncadas sobre aspectos geográficos. Por exemplo, o clima. Falava-se em clima temperado. Não existe clima temperado em Alagoas. O clima é quente?, diz a professora Rochana Campos, que coordenou a equipe de geógrafos do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente da Ufal. A questão ambiental ganhou atenção especial. Os governantes de cada cidade vão ter informações sobre o manancial hídrico dos municípios e onde se encontra a água de qualidade na região. Os mapas feitos com base em fotos tiradas de satélites foram cedidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os estudos também trazem dados populacionais, como o número de homens e de mulheres, assim como a quantidade de católicos e evangélicos em cada região. Cultura e história As pesquisas históricas e culturais foram coordenadas pelo professor Douglas Apratto Tenório, que contou com a colaboração dos pesquisadores Álvaro Queiroz e Reinaldo Barros. Segundo Douglas Apratto, com esse projeto, a população de cada cidade vai ter a oportunidade de conhecer melhor o lugar onde vive e a si mesmo. ?Vamos contar desde o que determinou a escolha do nome de cada cidade, até os fatos que lhe deram origem?, disse o historiador. De acordo com ele, Alagoas é um dos mais importantes estados da Federação e esteve presente nos momentos cruciais da história brasileira. ### Coleção traz indicadores atualizados Grande desafio dos pesquisadores foi elaborar um atlas moderno, com informações comparadas sobre o potencial de cada município O professor e economista Cícero Péricles foi o encarregado de colher as informações relativas à economia, assim como os indicadores sociais de cada município. Todo o trabalho feito com os pesquisadores das outras áreas de conhecimento servirá para um entendimento global do Estado de Alagoas. ?O objetivo é oferecer para os leitores um grande volume de informações organizado de tal maneira que possa ajudar a conhecer as principais características de cada município alagoano?, diz o economista. Para ele, o grande desafio foi o de elaborar um atlas moderno, com informações comparadas e assim revelar o potencial de cada região atualmente. Cada município estudado recebeu análise de acordo com suas particularidades. ?O atlas Municípios de Alagoas traz informações sobre a participação de cada setor, comércio, indústria e agricultura, a renda per capita municipal, o desempenho financeiro do município, o número de micro e pequenas empresas e a estrutura da agricultura?, explica Cícero Péricles. Segundo ele, a publicação traz ainda informações da situação de esgotamento sanitário dos 102 municípios alagoanos. ?Nós sabemos até o grau de dependência financeira de cada uma das cidades perante o governo federal. A pesquisa deve se transformar numa fonte de consulta para prefeitos e governantes dos municípios alagoanos, assim como para a sociedade em geral. Os indicadores sociais que serão apresentados vão expor a situação da educação e da saúde nos municípios. Até o perfil de instrução do eleitorado de cada localidade foi identificado, assim como a importância da Previdência Social e o índice de desenvolvimento humano de cada cidade. Segundo Cícero Péricles, o conjunto de indicadores foi construído a partir de bases de dados de instituições nacionais, como o IBGE, Sebrae, INSS, Secretaria do Tesouro Nacional, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Incra, Ministério do Desenvolvimento Social, Instituto Nacional de Educação Profissional/Inep do Ministério da Educação, Tribunal Superior Eleitoral, o DataSus do Ministério da Saúde e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/PNUD. De acordo com o professor e economista Cícero Péricles, uma das maiores barreiras enfrentadas pelos pesquisadores foi a dificuldade de obter informações nos próprios municípios, visto que na maioria deles não existem órgãos que cumprem esse papel. ?Por isso, utilizamos muitas informações de instituições federais e de entidades nacionais?, explicou. |LM

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