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Escambo: uma pr�tica milenar e atual

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter No dicionário, escambo significa troca direta de bens por outros bens, sem interveniência da moeda. Prática milenar do início das civilizações, quando o homem produzia praticamente tudo de que necessitava em sua terra e trocava o excedente com aqueles que produziam o que lhe faltava. O escambo é praticado até hoje em lojas especializadas ou nas ruas de Maceió. Mas a prática atual envolve dinheiro como moeda de troco, sempre em benefício do lucro do comerciante. Do Centro ao Mercado, da Ponta Grossa ao Benedito Bentes é possível encontrar quase tudo, desde roupas, calçados, eletrodomésticos e livros, até camas e bicicletas. ?Já tirei até a camisa do corpo e o tênis do pé para trocar?, afirma o comerciante Cláudio Matias, que trabalha há 20 anos na famosa ?Feira do Rato?, no mercado de Maceió. ### Fogão por cama, vale tudo na troca A cabeleireira Ana Paula, que reside no Jacintinho, tinha um fogão sobrando e precisava de uma cama, decidiu pela troca. ?Pra mim foi vantajoso, pois uni a necessidade de desocupar o espaço do fogão à utilidade de adquirir uma cama. Não gastei quase nada e ainda me livrei de um produto que não estava mais usando?, garante. FA ### Vender o que tem é saída para driblar o desemprego | MARCOS RODRIGUES Repórter A feira de trocas que acontece na Praça Guedes Miranda, na Ponta Grossa, é uma das mais tradicionais da capital. Ela tem a peculiaridade de acontecer de segunda a sábado, sempre no início da noite. O escambo é vivenciado com naturalidade, mas sem desprezar totalmente a presença do dinheiro. Nada que ultrapasse os R$ 100. ?É porque a alma do negócio tá na torna (diferença paga em dinheiro) pelo comprador ou ainda pelo vendedor?, explica o técnico em manutenção desempregado Marcos A. Santos. ///

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