Cidades
Rede p�blica muda avalia��o escolar
| CARLA SERQUEIRA Repórter A rede estadual de ensino se prepara para mudar seu modo de avaliar os alunos. Levando em consideração o alto número de estudantes com idade distorcida da série (40%), a Secretaria Executiva de Educação quer, ainda este ano, implantar a progressão continuada, na qual o aluno não fica retido ao término do ano, mesmo que apresente problemas de assimilação. O estudante passa e um relatório o acompanha. Nele, suas dificuldades são detalhadas para que o próximo professor as administre de forma sucessiva. ### No Tabuleiro, pais dispensam progressão; já o Cepa avança No conjunto Santa Lúcia, no Tabuleiro do Martins, a Escola Estadual Gilvânia Ataíde permaneceu todo o ano de 2005 fechada, apesar de cerca de 500 alunos terem se matriculado. Faltaram cadeiras para eles assistirem às aulas. No início de 2006, a Secretaria Executiva de Educação se reuniu com a direção da escola e discutiu alternativas para recuperar o tempo perdido. A progressão continuada foi sugerida. A decisão coube à comunidade de pais e alunos, mas eles preferiram optar pelo sistema antigo. Enquanto isso, uma escola do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), o novo sistema já avança para o 4º ano de experiência. ### ?Escolas ainda não estão preparadas? Presidente do Conselho Estadual de Educação, Élcio Verçosa, é também professor do mestrado em Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Em sua casa ele recebeu a Gazeta, falou o que acha da progressão continuada e reconheceu que as escolas alagoanas, principalmente as públicas, não estão preparadas para a pretendida mudança no sistema de avaliação. Élcio disse que seria necessário investir muito dinheiro no ensino fundamental para se chegar a resultados significativos com a nova proposta de acompanhamento. ///