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Miguel Palmeira: 30 anos de inunda��es

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MARCOS RODRIGUES Repórter O sonho de ter uma casa própria e morar com dignidade é uma realidade distante para quem mora na Rua Miguel Palmeira, no Farol. O drama das famílias se assemelha ao das vítimas de enchentes na periferia. Há 30 anos, em todo o período de chuva a rua alaga e a água invade as residências. Numa tentativa inútil de conter a força da água cerca de 50 moradores se defendem como podem. O recurso mais comum são muretas nos portões e portas de acesso às dependências internas. Essa alternativa se soma ao aumento do alicerce, que em algumas casas chega a 2m acima do nível da pista. ### Problema está desvalorizando imóveis O problema de acúmulo da água está contribuindo para a desvalorização dos imóveis. Entre as explicações para essas ocorrências uma ganha força. A de que a rua foi construída onde, no passado, existia um barreiro para a contenção de água. ?A própria posição da rua em relação à parte alta sugere isso. A casa em que moro já foi construída com alicerces altos. Ouvi esses relatos de pessoas mais antigas?, argumentou Edson Moreira, que luta sozinho para a criação do Museu do Negro em sua residência. MR ### Água represada é nova ameaça para rua A obra que incluiu a construção da barreira de água que previa outros serviços no Cepa está avaliada em R$ 840 mil e é de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura. Até o momento, no que se refere à drenagem, apenas a instituição de ensino teve os alagamentos diminuídos. Entretanto, como a água represada não tem um destino está se tornando mais uma ameaça. MR ### Moradores constroem muro e outros se mudam do lugar Na semana passada, a chuva chegou a provocar novos prejuízos. Para os moradores da Rua Coronel Lima Rocha tudo não passou de um susto, mas já há quem tenha construído muretas para evitar a entrada da água. Enquanto isso, na Miguel Palmeira tem família que desistiu e optou pela mudança. ?Cheguei aqui há pouco tempo. Tivemos que reformar toda a casa, para na primeira chuva a água entrar. Só tenho a responsabilizar o município?, comentou uma moradora que optou por não se identificar, apontando para a mureta. |MR ///

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