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Tinha uma cozinha no meio do caminho

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LELO MACENA Repórter Todos eles carregam traços em comum: vieram de outros estados, abandonaram suas profissões ?originais?, enveredaram pelo mercado gastronômico e, literalmente, conquistaram Alagoas pelo paladar. Aliando paixão e trabalho, talento e empreendedorismo, Jorge Bandeira, ex-piloto e proprietário do restaurante Le Corbu; Luiz Alberto Barbosa, ex-executivo de multinacional e dono do Canto da Boca; André Generoso e Cláudia Mortmer, engenheiro florestal e designer de moda, do Divina Gula, e Osvaldo Moreira e Vera Lúcia, químico e pedagoga, do temático Akuaba, são responsáveis por uma revolução no setor da gastronomia em Maceió. ### Um vôo pelo sabor da cozinha francesa A gastronomia é um caso de paixão na vida do ex-piloto Jorge Bandeira. A atividade aérea ocupou seu tempo durante 15 anos, até quando ele decidiu que não mais voaria e se dedicaria exclusivamente ao ofício de criar ?obras de arte? para serem degustadas. ?Voar e cozinhar são duas profissões das quais, acima de tudo, você tem de gostar muito. Tem que fazer com paixão?, observa ele. ### Fascinado pela ?química? gastronômica Foram as belezas naturais de Alagoas que fisgaram o coração de Luiz Alberto Barbosa. Administrador de empresas e executivo de uma multinacional no Rio de Janeiro, ele não hesitou em trocar a agitada rotina na grande metrópole pela tranqüilidade ?praiana? de Maceió. Há 13 anos à frente do restaurante Canto da Boca, ele diz que a atividade gastronômica sempre teve lugar em sua vida. ?Sou administrador de empresas de formação, mas nunca deixei de cozinhar?. ### De Minas Gerais e da Bahia, quatro ?ases? do paladar O sentimento de que Maceió sempre esteve a sua espera fica cada vez mais forte quando Cláudia Mortmer lembra da chegada dela e do marido, André Generoso, a Maceió, no dia 6 de janeiro de 1988. Vindos do interior de Minas Gerais para passar férias no Nordeste, André acabara de se formar em Engenharia Florestal e Cláudia, então com 21 anos, trabalhava com criação de moda em uma empresa de Belo Horizonte. Foi amor à primeira vista. Dez meses depois, eles desembarcavam novamente na capital alagoana, mas para morar. ///

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