Cidades
Lixo hospitalar tem destino inadequado
| Fátima Almeida Repórter Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) de Maceió ainda não têm tratamento adequado, de acordo com as normas ambientais, que recomendam a incineração, o autoclave ou o sistema de microondas. Com apenas uma empresa incineradora, funcionando ainda com licença ambiental provisória, a quantidade de resíduos incinerados é mínima. Um volume bem maior (cerca de 60% do lixo hospitalar gerado) é acondicionado em vala séptica. O restante é ?maquiado? por clínicas, farmácias e laboratórios e levado pela coleta pública, como se fosse lixo comum, para o lixão de Mangabeiras. ### Instalação de empresa gera resistência A alternativa que surge à saída da Cinal é a Serquip, uma empresa de incineração que se instalou em Maceió desde 2004, no Distrito Industrial. Mas a polêmica gerada pela sua instalação ainda não foi resolvida. A empresa está operando com duas licenças concedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mas ainda não recebeu a licença do Conselho de Proteção Ambiental. ### Alagoas produz 13 toneladas por dia No Brasil, a quantidade de RSS gerado é superior a mil toneladas por dia. Alagoas produz uma média de 13,53 toneladas por dia. Portanto, um mercado bem extenso. O problema é: para onde vai o resto do lixo hospitalar da cidade? Isso, somente o lixão pode revelar. Certamente, boa parte de pequenos e médios estabelecimentos está escapando da fiscalização ou as exigências estão muito flexíveis. ### Situação no interior de Alagoas é preocupante Com a situação da capital nessa condição, não é difícil imaginar a realidade no interior do Estado. Recentemente, o Ministério Público de Arapiraca, segundo maior município de Alagoas, anunciou que vai investigar a procedência da grande quantidade de lixo hospitalar e farmacêutico jogada no lixão da cidade, como se fosse lixo comum. ### Fiscalização ideal ainda não é feita de forma intensiva A mudança desse quadro só é possível com a fiscalização, e esta, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, é feita por amostragem. A melhor maneira de fazer isso seria no processo de licenciamento ambiental dos estabelecimentos que atuam com procedimentos de saúde. ///