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Barreira contra avan�o do mar acelera eros�o no litoral norte

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Severino Carvalho Repórter Maragogi e Japaratinga - O mar quando quebra na praia pode até parecer bonito - como propõe a música do cantor e compositor baiano Dorival Caymmi - mas para muitos moradores do litoral norte de Alagoas é sinal de preocupação e de prejuízos. O mar avança em Maragogi e Japaratinga, destrói casas e ameaça empreendimentos como bares, restaurantes e pousadas. Para salvar as construções, proprietários erguem muros de contenção sem nenhum tipo de estudo ambiental ou de licença. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), a maioria das construções é irregular. ### ?Tendência é que o mar avance mais? Maragogi - Para o oceanógrafo Leonardo Messias, a tendência é que o mar avance cada vez mais. ?Atualmente, estamos em um período de interglaciação?, afirmou o especialista, que trabalhou no litoral norte no Projeto Recifes Costeiros. ?A ação do homem tem acelerado em muito esse processo de avanço do mar, principalmente pelas alterações no clima favorecendo o aquecimento global?, avaliou. ### Entidades se mobilizam para barrar paredões Na quarta-feira da semana passada, Iran Cavalcante acompanhava as obras de reforço do muro de contenção erguido com objetivo de proteger seu restaurante, localizado em Barreiras do Boqueirão. ?Se não fosse esse paredão de pedras, o restaurante não estaria de pé. Só nesta proteção foram utilizados seis caminhões de pedra e 150 sacos de cimento. Já gastei pra mais de R$ 5 mil?, contou o jovem empresário. Ele revelou, ainda, que já foi notificado pelo IMA por causa da obra. ?Eu comprei esse bar há três anos e o mar já avançou uns cinco metros. Tenho de fazer alguma coisa?, alegou. ### Fúria da maré destrói antigo cemitério Japaratinga - O mar é impiedoso. Quando avança, incomoda até o sossego eterno dos que já partiram. Em Japaratinga, litoral norte de Alagoas, um antigo cemitério, com tumbas datadas de 1932, foi praticamente destruído pela fúria do mar, deixando esqueletos à mostra. Até o coqueiro símbolo do município, em forma de ?J?, está ameaçado. Usado em peças publicitárias para divulgar as belezas do lugar, o coqueiro é considerado o ?Gogó da Ema? de Japaratinga. Mas ao que tudo indica terá o mesmo fim de um dos símbolos de Maceió que, na primeira metade do século XX, atraía a curiosidade na Praia de Ponta Verde. O coqueiro torto da capital sucumbiu ao avanço do mar em 27 de julho de 1955, às 14h20; para o ?J? de Japaratinga as horas estão contadas. Depauperado, o coqueiro já perdeu a copa. ///

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