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Cratera amea�a ‘engolir’ casas

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A Defesa Civil Municipal aposta que esta semana deve chegar o tão esperado recurso do governo federal para dar andamento às obras emergenciais em Maceió. São pelo menos trinta e três intervenções em encostas que devem consumir um montante de R$ 30 milhões. A situação nessas localidades ? que já mereciam atenção do poder público ? agravou-se com as fortes chuvas dos meses de maio e junho. Segundo Dinário Lemos, secretário-adjunto especial da Defesa Civil de Maceió, famílias precisarão ser retiradas de alguns pontos de risco da capital quando as obras forem iniciadas. ?Em algumas áreas de encosta precisaremos retirar algumas famílias. Com as chuvas decretamos situação de emergência e agora estamos aguardando os recursos chegarem. Então, a infraestrutura começa a trabalhar e a gente acompanha?, declara. O secretário Lemos informou ainda que, desde a ocorrência de chuvas em Maceió, cerca de mil famílias passaram a receber o aluguel social, porque tiveram de deixar suas casas. ?Teremos de remanejar algumas famílias, um exemplo é na Chã da Jaqueira. Levantamos todas as situações de risco. Outra área crítica é o Morada dos Palmares (no Tabuleiro do Martins)?, disse. Morador da Quadra A 32, no conjunto João Sampaio, o desempregado Maurício Ferreira teme uma tragédia. Uma cratera que não para de crescer, nas imediações do Parque Municipal. Um tormento para quem vive na região. ?Tem seis anos que a gente sofre com isso aqui. Resolvemos por conta própria arrumar uns canos e lonas. Essa cratera está piorando muito e, desde maio, quando a chuva começou, a situação ficou séria. A gente fica com muito medo do que possa acontecer?, relata. Maurício acrescenta que 17 casas podem ser ?engolidas? pela cratera, caso não sejam feitas obras emergenciais. ?Ainda bem que parou mais de chover. Fizemos um arranjo aqui para ver se a situação melhora. Ainda estamos com muito medo de acontecer o pior?, diz.

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