Cidades
Homem morre ap�s explos�o com fogos
CARLOS ALBERTO JR. Repórter Murici - A morte do fabricante de fogos de artifício Elinaldo José Carmo, 26, ocorrida na madrugada de ontem, na Unidade de Emergência (UE) Armando Lages, trouxe à tona um problema comum nessa época do ano, os acidentes com artefatos juninos. Apesar de corriqueira, a situação ainda costuma ser ignorada pela população, que não toma os devidos cuidados no manuseio de tais produtos. Elinaldo, que residia em Murici, tradicional pólo de fabricação clandestina de fogos de artifício em Alagoas, sofreu um acidente no quintal de sua casa, localizada na Rua Jardim Horizonte daquela cidade, no último dia 10, enquanto fabricava os chamados traques, feito a partir da manipulação de prata. ### Casos aumentam com festejos juninos 2006 é um ano atípico para o comércio de fogos de artifício, isso devido à Copa do Mundo e ao tradicional período junino. Por esses motivos, a Coordenadoria de Emergência Dr. Armando Lages (Coemal) e o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) iniciaram uma campanha de prevenção contra queimaduras durante o período junino. ### Fabricação clandestina é maior ameaça Fabricação de fogos de artifício garante sustento de dezenas de famílias em Murici; produção abastece AL e interior de PE Distante 55 quilômetros de Maceió, a cidade de Murici conta com aproximadamente 23 mil habitantes. Com alto índice de informalidade na economia local, a população tenta garantir o sustento e aumentar a renda familiar por meio da produção artesanal de fogos de artifício. Segundo o ex-produtor Ednaldo Lino, na maioria das vezes famílias inteiras tiram o sustento graças à produção de fogos de artifício. ?Sabemos de casos em que famílias chegam a fazer mil reais por semana só com a fabricação dos chamados traques?, diz Ednaldo. ///