Cidades
Falta de rem�dios vira caso de Justi�a
| Fátima Almeida Repórter Esta semana, 12 crianças e adolescentes de Maceió conseguiram na Justiça a garantia de receber do Estado o tratamento adequado para distúrbios no crescimento. Eles precisam ser medicados com somatropina recombinante humana, o chamado ?hormônio do crescimento?, mas o fornecimento havia sido interrompido por falta do medicamento na Central de Abastecimento do Estado. A situação foi denunciada pelos pais das crianças na 2ª Promotoria da Infância e da Juventude da Capital, que entrou com uma ação civil pública contra o Estado. ### Crianças devem ter prioridade do SUS O promotor Luis Medeiros destaca que para a criança e o adolescente, todo tratamento preconizado pelo médico, inclusive prótese, habilitação e reabilitação ou atendimento especializado, tem que ser assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo determina o Artigo 11 do Estatuto da Criança e do Adolescente. ?Saúde é um direito constitucional. É dever do Estado disponibilizar a medicação, principalmente para crianças e adolescentes. Se há negligência no cumprimento desse dever, o Ministério Público tem que interceder e acionar o Poder Judiciário, para garantir o atendimento?, destaca o promotor. ### Eqüoterapia ajuda a vencer barreiras O aposentado José de Souza poderia ser chamado de uma pessoa de sorte, ou simplesmente compensado na sua luta em defesa de um tratamento adequado para o filho Jefferson Rodrigues, 16 anos, portador de autismo, uma doença mental congênita que não tem cura, caracterizada pelo total alheamento ao mundo exterior. Jefferson faz parte de um seletíssimo grupo de 23 crianças e adolescentes que têm acompanhamento completo assegurado pelo Estado, num centro de terapias integradas que funciona no Tabuleiro do Martins. ### Mãe de autista relata drama por tratamento Foi o quanto Ozenilda Bezerra de Melo, técnica em enfermagem, pagou durante três meses para manter o filho Juliano, de 28 anos, numa clínica em Aracaju (SE), onde está desde fevereiro do ano passado. Teve de recorrer à Justiça para garantir esse direito, depois que seu filho autista foi literalmente torturado por pacientes do Hospital Portugal Ramalho, onde foi indevidamente internado. ///