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Um “shopping” onde acordeon � vedete

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Niviane Rodrigues Repórter De longe é possível ouvir o som que sai da casa, num ritmo afinado ao qual dificilmente dá para resistir. Quem passa acaba parando nem que seja por alguns segundos para ?prestigiar? os músicos que se reúnem todos os dias para tocar, cantar e ?jogar conversa fora?. Para quem não conhece, o ponto de encontro fica no bairro da Levada, bem pertinho da tradicional Feira do Passarinho e funciona como uma espécie de ?shopping?, onde além da animada música é possível comprar e vender instrumentos tão populares nesta época do ano: os acordeons, também chamados de sanfonas, concertina, acordeão (a forma aportuguesada), pé-de-ralo, pé-de-bode, harmônica ou gaita, de acordo com a região do Brasil. ### Casa é ponto de encontro de forrozeiros Além da clientela já conquistada, o comerciante-músico acabou atraindo para sua loja uma legião de aficionados pelo forró. Dia e noite, desde que a casa é aberta, no ?coração? do bairro da Levada, grupos de forrozeiros se aglomeram na pequena loja para tocar e bater papo. O encontro acaba virando uma espécie de show gratuito, com direito a público nas calçadas e à porta do estabelecimento. Não são raras as vezes que dali nascem composições de sucesso. ### Nos conservatórios, acordeon fez moda entre classe média Há quem pense que acordeon é coisa só de forrozeiro. Engano. Esse instrumento musical, que atravessou gerações e dá provas de que dificilmente cairá em desuso, esteve em moda entre a classe média durante anos. Do clássico ao erudito, todo jovem que se prezava tocava e tinha em casa um acordeon. As notas eram ensinadas desde cedo, por um tio, o avô o pai ou no conservatório, onde formavam-se os músicos. Foi assim principalmente durante as décadas de 1950 e 1960, quando o acordeon virou um verdadeiro modismo e a música fazia parte do dia-a-dia das famílias alagoanas. NR/MM ///

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