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Sem dinheiro, maceioenses andam a p�

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| CARLOS ALBERTO JR. Repórter Com sol ou com chuva, a rotina diária é a mesma para o pedreiro José Manoel Domingos, 27. São aproximadamente quatro quilômetros, entre ida e volta, da sua residência, no bairro de Jacintinho, ao local de trabalho - um condomínio em construção no bairro de Ponta Verde. Apesar de longo para quem o faz a pé, o trajeto é feito com prazer, ?menos nos dias de chuva?, afirma Domingos. A caminhada diária começa às quatro da manhã, de segunda a sábado. Domingos é um dos milhares de maceioenses que fazem, praticamente todos os dias, o percurso para o trabalho a pé. Os motivos variam, mas esbarram quase todos na situação financeira. ### Situação é similar em outras cidades O vereador Judson Cabral, que esteve à frente da SMTT durante os anos de 1993 a 1996, diz que a situação de Maceió é diferenciada de algumas outras capitais, devido à forma como a cidade vem se expandindo desordenadamente nos últimos anos. ?O foco maior da nossa produção fica na parte baixa da cidade. E quem atua nesse setor mora na parte alta e na periferia da capital, o que exige que se desloque diariamente. E nem todas as empresas fornecem vales-transporte aos seus funcionários?. A doméstica Maria de Lourdes Duarte da Silva, 47, que mora no Jacintinho e trabalha numa residência na Ponta Verde há quatro anos é um exemplo. ?Eles assinaram minha carteira, recebo meu salário certinho, mas não me dão os vales. Sei que pode ser descontado um valor, mas, nem mesmo assim, minha patroa compra?, afirma. ///

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