Cidades
Desafiando o perigo nas torres el�tricas
MARCOS RODRIGUES Repórter O ato de ligar o interruptor e, imediatamente, uma lâmpada acender parece simples. Porém, esconde o esforço de centenas de trabalhadores da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que todos os dias enfrentam adversidades para manter o fornecimento regular de energia a partir da Hidrelétrica de Xingó, em Piranhas. No roteiro, escaladas, trilhas na caatinga e até técnicas de rapel ajudam a subir nas torres de 84 metros. ### No alto, errar está fora de cogitação A alma do trabalho e da qualidade do fornecimento de energia para o Estado deve-se à qualificação da equipe. Para desempenhar suas funções todos passam por treinamentos e reciclagens. O grupo que realiza a atividade de campo treina, inclusive, operações de resgate. São trabalhadores como Luiz Gonçalves, 49, que atuam há 27 anos na empresa. Ex-cortador de cana-de-açúcar, natural de Angelim (PE), ele é pai de cinco filhos e tem três netos. ### Em terra e no ar, riscos são constantes O trabalho dos técnicos tem um alto grau de perigo. Mas quem está na equipe nem pensa em abandonar o posto. Ao contrário. A cada ordem de serviço fala mais alto o senso de profissionalismo e o gosto pela aventura. O contato com a natureza é outro fator que ajuda a compensar os riscos. Na operação realizada na torre na Ilha do Moréia, no meio da Lagoa Mundaú, isso ficou evidente. A distância foi vencida com o auxílio de uma jangada de fibra. Mas nem sempre foi assim. Os mais experientes lembram das dificuldades do passado. ///