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Diagn�stico mostra que em Alagoas n�o h� aterro sanit�rio

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O resultado de um diagnóstico sobre a situação dos resíduos sólidos em 42 municípios alagoanos, com mais de oito mil habitantes, constatou que não existe nenhum aterro sanitário no Estado. Apenas seis municípios possuem aterros controlados e em 36 só existem lixões. O diagnóstico foi apresentado, ontem, durante o 1º Workshop da Política Estadual de Resíduos Sólidos, promovido pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no auditório da Casa da Indústria. O workshop é mais uma etapa para a elaboração da Lei de Política Estadual de Resíduos Sólidos, que vai passar pela apreciação da Assembléia Legislativa. O consultor técnico da Política Estadual de Resíduos Sólidos, Fernando Jucá, explica que o diagnóstico de resíduos sólidos no Estado faz parte de uma das etapas para elaboração de uma legislação específica para o setor. Com não era possível realizar esse diagnóstico em todo o Estado, o critério utilizado foi fazê-lo nos municípios com população superior a oito mil habitantes. Um dos fatores que chamaram a atenção no diagnóstico foi a falta de qualificação das pessoas que trabalham com resíduos sólidos. Noventa por cento dela têm apenas o ensino básico e menos de 1% é de nível superior. ?A capacitação técnica é de fundamental importância para que os municípios trabalhem a questão dos resíduos sólidos?. O diagnóstico também mostrou distorções no custo da tonelada de lixo. A média nacional é de R$ 99,00 por tonelada de lixo. Em Alagoas, apenas 13 municípios estão dentro dessa média. O custo é maior nos municípios menores, onde, em alguns casos, o valor da tonelada do lixo chega a R$ 114,00.

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