Cidades
Casa ajuda a superar dor e vencer morte
| Niviane Rodrigues Repórter Lailton tem 12 anos, gosta de cantar e está sempre com um sorriso no rosto. Extrovertido, o menino não pára de falar. Quem o vê pela primeira vez não imagina que ele trava diariamente uma batalha pela vida. O garoto tem câncer no cérebro, não enxerga mais e está perdendo o movimento dos braços. Mas ele não desiste. ?Só reclama da vida quem não acredita em Deus?, diz o menino ao lado da mãe, Maria Aparecida, 42, que ele chama de ?minha rainha?. Vindo de Arapiraca, Lailton faz parte de uma legião de pessoas que deixaram o interior do Estado, onde viviam, em busca de tratamento médico em Maceió. ### Falta de recursos dificulta assistência Foi a inciativa de uma mãe que também garantiu, na década de 1980, a fundação da Associação dos Hemofílicos de Alagoas. Até então, os portadores de hemofilia que vinham para Maceió em busca de tratamento eram obrigados a permanecer na Unidade de Emergência ou pernoitar na rodoviária, até o dia amanhecer e conseguirem um ônibus de volta para casa, no interior. As dificuldades adiavam o diagnóstico e muitos morriam sem passar sequer pelo tratamento. ### Falta de recursos dificulta assistência Foi a inciativa de uma mãe que também garantiu, na década de 1980, a fundação da Associação dos Hemofílicos de Alagoas. Até então, os portadores de hemofilia que vinham para Maceió em busca de tratamento eram obrigados a permanecer na Unidade de Emergência ou pernoitar na rodoviária, até o dia amanhecer e conseguirem um ônibus de volta para casa, no interior. As dificuldades adiavam o diagnóstico e muitos morriam sem passar sequer pelo tratamento. ///