Cidades
MP vai � Justi�a por direitos de gr�vidas
| FELIPE FARIAS Repórter Neste mês de agosto, o inquérito civil impetrado pelos Ministérios Públicos estadual e federal, em Alagoas, com o objetivo de apurar as causas da carência de vagas para gestantes e recém-nascidos em situação de risco na rede pública de saúde e a aplicação de recursos para o setor, completou um ano. ?Muitas coisas aconteceram de positivo nesse período?, garante o promotor Ubirajara Ramos, titular do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente do MPE. ?A instalação dos dez leitos de UTI neonatal em Arapiraca é um exemplo?. ### Assistência deficiente causou a morte de 29 parturientes Além de abaixo da demanda, a quantidade de leitos para atendimento de gestantes e recém-nascidos de alto risco ainda está mal distribuída no estado de Alagoas. A portaria que estabelece o número mínimo de vagas data de junho de 2002, e define a população como critério para se chegar ao total, a partir da seguinte proporção: para obstetrícia, deve haver 0,28 leitos para cada grupo de mil habitantes. ### Atendimento a mulher é precário desde o pré-natal Para o coordenador do Núcleo de Defesa da Criança do Ministério Público estadual, promotor Ubirajara Ramos, um das causas de situações como gestantes em trabalho de parto sem achar vagas em unidades de saúde não está no atendimento final. ?O grande problema está na atenção básica: o pré-natal não está sendo bem feito. Depois que a gestante está com sua situação complicada, corre para Maceió. Com um pré-natal bem feito, talvez nem se chegasse à gravidez de risco?, acredita o promotor público. ///