Cidades
Praias: ambulantes e barraqueiros reclamam da falta de banhistas
Apesar de o sol ter aparecido após pancadas de chuva, no final da manhã de ontem, feriado dedicado ao Corpus Christi, o movimento na orla marítima da capital permaneceu fraco no primeiro horário. A areia das praias e as barracas foram pouco freqüentadas por alagoanos e turistas, ao contrário da maioria dos feriados nacionais e estaduais da capital. As poucas pessoas que foram às praias aproveitaram o dia de folga para descansar do dia-a-dia do trabalho. Foi o caso de Suzana Araújo, que se deslocou da sua residência, no Eustáquio Gomes, para relaxar na praia. ?Certamente, a praia é a melhor opção para descansar nos feriados e fins de semana?, frisou. Luciana Santos, residente na Jatiúca, disse aproveitar os dois dias de folga do trabalho, quinta e sexta-feiras, para curtir as belezas das praias da capital. ?Nada melhor do que sentir o aroma marinho e curtir as belezas de nossa capital?, acentuou. O pouco movimento foi motivo de desagrado para os ambulantes e proprietários das barracas, que tinham a expectativa de faturar um pouco mais no feriado. O ambulante Manoel dos Santos, vendedor de caldo-de-cana há mais de cinco anos, na Praia de Ponta Verde, foi um dos mais prejudicados com o fraco movimento na orla. ?Já estou há quase cinco horas na praia e só consegui vender dez acarajés e três refrigerantes?, reclamou o vendedor, acrescentando que no mesmo feriado do ano passado vendeu 15 acarajés em menos de duas horas. O vendedor José Carlos da Silva, que atua há mais de 10 anos na Praia de Ponta Verde, enfatizou que nos demais feriados, mesmo com tempo nublado, o movimento foi melhor em relação ao feriado de hoje. ?Acredito que muitas pessoas tenham viajado, ou permanecido em casa para descansar, o que acabou esvaziando a praia?, finalizou.