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Saneamento de R$ 12 mi n�o � eficaz

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| Severino Carvalho Repórter Maragogi ? Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, deve passar por mais uma temporada turística com o sistema de saneamento básico, que custou cerca de R$ 12 milhões, sem cumprir sua função: assegurar as condições sanitárias necessárias à qualidade de vida dos moradores e turistas que visitam o município. É bem verdade que a maioria das praias ao norte e as piscinas naturais estão livres da poluição, mas os trechos que apresentavam contaminação por coliformes fecais antes da entrada em funcionamento do sistema, em 13 de março deste ano, continuam com os mesmos índices. É que a metade da população não fez a interligação do esgoto domiciliar à rede coletora por falta de informação ou por questões financeiras; a cidade não está totalmente coberta pelo sistema. ### Usuário reclama da falta de informação Maragogi ? A falta de uma campanha eficaz de conscientização da população, para a importância do saneamento básico, faz com que as camadas mais humildes não realizem a interligação do esgoto domiciliar à rede coletora e de tratamento. Na Rua Jacinto Maranhão, no bairro Carvão, poucas são as casas que estão conectadas ao sistema. O esgoto vai direto para a rua e escorre pela guia. Em março, a Companhia de Abastecimento d?água e Saneamento do Estado de Alagoas (Casal) ofereceu vantagens ao usuário que procurasse o órgão, a fim de realizar a ligação intradomiciliar ao sistema coletor e de tratamento. O prazo de três meses terminou e metade da população, segundo o órgão, ainda não havia feito a ligação. O prazo foi prorrogado sem data-limite. ### Termo de Ajustamento de Conduta não é respeitado O presidente do Fórum da Comunidade Ativa de Maragogi, Pedro Jeová, disse que vai cobrar o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo Ministério Público (MP) e assinado em junho de 2005, para a regularização da implantação do sistema de saneamento básico. Ele informou que levará o assunto para ser debatido com a população durante reunião ordinária. Além da inexistência de placas indicativas nas praias impróprias para banho, o TAC está sendo descumprindo no tocante a não-elaboração de uma cartilha com fins informativos e educativos sobre o sistema de saneamento básico. ///

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