Cidades
AL ainda luta para ser independente
| Fátima Almeida Repórter Alagoas comemorou, ontem, 189 anos de emancipação política, conquista assegurada como conseqüência do progresso que se observava, já no século 18, no lado sul da capitania de Pernambuco. Impulsionado, principalmente, por uma economia crescente que tinha como carros-chefes os engenhos de açúcar, o novo Estado surgiu em 1817 como uma promessa de desenvolvimento que animava a coroa. Passados quase dois séculos a promessa continua, fomentada ao logo dos anos com a intensificação da indústria canavieira; as tentativas de diversificação da economia com a experiência têxtil do século passado; a inserção da indústria química; a bacia leiteira e a grande perspectiva de desenvolvimento, pelo pleno aproveitamento ainda não atingido, das potencialidades turísticas do Estado. ### Estado nasceu com economia periférica, rural e dependente O decreto de independência assinado por dom João 6º em 16 de setembro de 1817, livre de qualquer polêmica sobre os fatos que o originaram, é um marco dos mais simbólicos no processo de construção da identidade política, cultural e econômica de Alagoas. Na realidade, a construção dessa autonomia começou bem antes do decreto da emancipação, quando já se observavam sinais nítidos de prosperidade no lado sul da capitania de Pernambuco, chamado de Alagoas. ### Novo perfil só começa a ser desenhado no século XX Cícero Péricles destaca que foi somente no século 20 que Alagoas começou a modificar sua paisagem econômica. Primeiro, as usinas começam a substituir os engenhos, superando em 1922, a produção de açúcar dos velhos bangüês. Nos anos 30, as dez fábricas têxteis espalhadas pelo interior e na capital chegavam a empregar seis mil operários. No Sertão, ocorreu uma revolução com a entrada da palma forrageira norte-americana e a importação do gado de origem indiana e, no Agreste, o fumo se transforma na cultura dominante. ///