Cidades
Meninos de rua preocupam entidades
| CARLOS ALBERTO JR. Repórter A situação de crianças e adolescentes que fazem das ruas de Maceió suas moradas tem se agravado e colocado o poder público em xeque. A professora do curso de Serviço Social, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Mariluce Veras, que integra o Núcleo de Crianças e Adolescentes de Ruas, diz-se inconformada com a situação. ?Não podemos perder a capacidade de indignação, não podemos perder a esperança de que isso, algum dia, mude. Nós já estamos nos habituando a ver crianças esmolando, se drogando e se prostituindo nas ruas. Isso é um péssimo sinal de comodismo?, diz. ### Abandonados, eles se recusam a voltar ao lar J.A.M., de 11 anos, um dos irmãos encaminhados ao Projeto Acolher, diz que saiu de casa porque o padrasto bebia muito e depois agredia fisicamente a mãe e o irmão, J.A.M., de 8 anos. Residentes no Conjunto Village Campestre II, no Tabuleiro do Martins, os irmãos não lembram há quanto tempo saíram de casa. ?Só sei que não volto para casa. E, se voltar, fujo de novo com meu irmão. Lá, a gente não quer ficar mais. Eu ?tô? gostando daqui?, afirmou a criança observando o irmão que brincava de jogar futebol com outros meninos. ///