Cidades
Centro devolve esp�cies raras ao habitat
CARLOS ALBERTO JR. Repórter Os chamados animais silvestres integram a fauna brasileira até antes do chamado Descobrimento, mas, de acordo com a Lei nº 5.197/67, são propriedade do Estado. Porém, esta informação é desconhecida de boa parte da população no País, em especial na região Nordeste, onde é comum, até os dias de hoje, a criação de alguns deles dentro de casa como animais de estimação. Tanto no interior do Estado de Alagoas como em Maceió, ainda é possível se ver as famosas gaiolas de passarinhos, papagaios e, em casos mais extremos, até cobras criadas dentro de casa. ?Podemos citar a situação dos conhecidos passarinhos galos-de-campina, que não eram para existir na capital pois são nativos do Sertão alagoano?, diz o chefe do Núcleo de Fauna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Júlio Botelho. ### Ameaça de extinção não impede criação O Ibama, por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), possibilita que pessoas possam se tornar criadores de animais silvestres por intermédio dos chamados criadouros conservacionistas, que são divididos em duas categorias: para conservação e para comercialização. O que não inclui aqueles animais que são destinados a pesquisas. Júlio Botelho lembra que ninguém pode ter a posse de animais. No entanto, as crias, a partir do primeiro ou segundo graus, podem ser comercializadas, com autorização do Ibama. ### AL tem criadores politicamente corretos Um dos resultados do trabalho do Ibama é verificado por meio das pessoas que se tornaram criadores conservacionistas comerciais. No Brasil existem diversos, para os mais variados tipos de animais silvestres. Em Alagoas existem criatórios de emas, na cidade de Arapiraca; pacas, em Branquinha, e de curiós, em Maceió. Além destes, outros estão em fase de análise por parte do Cetas. ///