Cidades
Pre�os inviabilizam ida de alagoanos � Copa
Poucos alagoanos vão assistir aos jogos da Seleção Brasileira na Coréia e no Japão: apenas dez. Esse baixo número não se deve, necessariamente, a distância, ao fuso horário ou ao descrédito no time de Luiz Felipe Scolari, mas, principalmente, aos custos. Um pacote individual, incluindo apenas viagens, hospedagem e bilhete de acesso aos jogos do Brasil, não custou menos de R$ 14 mil. A perspectiva de que os preços seriam mesmo impeditivos fez com que poucos torcedores procurassem sequer saber as condições dos pacotes, o que frustrou os agentes de viagem em Alagoas. O presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem, Regional Alagoas, Afrânio Lages, avaliou como um fracasso a venda dos pacotes. ?Aqui no Estado as agências de viagens não venderam praticamente nada, devido ao alto custo. Ao todo tivemos cerca de 20 reservas, mas apenas metade fez a compra?. A viagem longa, cansativa e o destino turístico desconhecido podem ter contribuído também para a baixa procura. A atração fica mesmo por conta dos jogos. ?É preciso ser torcedor incondicional, ter uma situação econômica muito boa e priorizar o lazer. Esse é o perfil dos alagoanos que compraram o pacote para a 17º Copa Mundial?, disse Afrânio, resguardando aos clientes o direito de sigilo de seus nomes, para evitar futuras especulações. Grupo seleto Segundo ele, entre os poucos alagoanos que estão na Ásia, constam empresários e trabalhadores de cargos elevados, que compraram o pacote parceladamente. ?Foi, sem dúvida, o pior ano para vendas. A Copa costuma movimentar as agências de turismo, mas em Maceió mantivemos contatos com todos os colegas e a situação foi péssima. A maioria da agências não vendeu absolutamente nada?, ratificou, lembrando ainda que há o agravante do alto custo de vida na Coréia e Japão, outro fator desanimador para os torcedores. Na opinião do presidente da Abav o fato de não levar muita fé nos jogadores brasileiros é um dos fatores que menos influencia a decisão pela ida aos estádios onde acontecem os jogos. Isto porque brasileiro adora futebol e faz questão de assistir às partidas, mesmo que o time tenha poucas chances, afinal, sempre há a esperança da vitória. ?A emoção de ver ao vivo é incomparável, por isso quem pode ir vai. Foi assim quando a Copa aconteceu nos Estados Unidos, França, Espanha e Itália?, frisou Afrânio, lamentando que este ano o custo do turismo ficou inacessível para a grande maioria. O primeiro jogo do Brasil acontece em Usan, nesta segunda-feira, contra a Turquia. O segundo, dia 6, em Seogwipo, contra a China e o terceiro dia 13, em Suwon, contra a Costa Rica.