Cidades
Ind�stria da pirataria invade Alagoas
MARCOS RODRIGUES Repórter A falta de controle com a venda e produção de CDs e DVDs piratas no Centro e na periferia de Maceió cresce a cada dia, dando a impressão de que a atividade é legal. Com o argumento da falta de emprego, vendedores desafiam a polícia e se apropriam da produção intelectual e audiovisual das indústrias fonográfica e cinematográfica. Com uma forte estrutura, os vendedores em Maceió comercializam filmes antes mesmo de serem lançados na América Latina. Foi o que aconteceu com Missão Impossível III, Piratas do Caribe e o Código da Vinci. No caso do primeiro, horas depois de seu lançamento mundial, ele já era encontrado nas bancas do Centro da cidade. ### Falsificados fecham locadoras de filmes A outra face do problema da pirataria mostra que a atividade de distribuidor de filmes e as locadoras caminham para a extinção. Nos últimos três anos, as demissões e as dívidas dos empresários do setor mostram que a atividade vive seu pior momento, desde que surgiu nos anos 80. A cada ano, a associação do setor registra aumento da inadimplência e o fechamento de lojas. Segundo o vice-presidente da entidade, o empresário Bruno Milito, os dados derrubam o discurso de desemprego dos clandestinos. ### ?Quem não compra pirata, baixa os filmes da internet? A ousadia dos pirateadores está tornando os donos de locadoras numa espécie de ?sócios informais?. Isso porque existem alguns que são filiados às locadoras apenas para ter acesso às versões originais dubladas, para copiá-las. É o que ocorre na maioria das grandes locadoras que ainda tenta se manter no mercado. O empresário Tiago Vital, que comanda uma empresa com 20 anos de mercado, sofre com essa realidade. As duas lojas dele, que já chegaram a contar com 12 funcionários, reduziram o número de trabalhadores à metade. ///