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Hist�ria de Alagoas � merc� de bandidos

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Niviane Rodrigues Severino Carvalho Fernando Vinícius Repórteres A violência que atinge Alagoas, assusta e aprisiona a população, cada vez mais fechada em suas próprias casas, bate agora à porta de prédios onde está guardada parte da história e da cultura do Estado: os museus. Desprotegido, o acervo histórico caiu na mira dos bandidos. Sem ter a quem recorrer, os administradores dessas instituições são obrigados a adotar, por conta própria, medidas para tentar evitar que o patrimônio seja roubado. Peças que remontam ao Brasil Colônia, quadros e livros de valor imensurável, jóias do Império, artes sacras ajudam a compor a lista de raridades ameaçadas. A fragilidade com que estão guardadas as peças, a falta de conservação de alguns prédios históricos onde funcionam os museus e de conscientização sobre a importância do acervo para a atual e as futuras gerações deixa ainda mais vulnerável o patrimônio. ### Escola de artes fecha e ganha muralha Da casa rosa do princípio do século 20 era possível avistar parte de Maceió, que surgia com todo seu explendor, enchendo os olhos dos proprietários e dos visitantes. Localizado na Rua Ambrósio Lira, no mirante do Chalita, como ficou conhecido por abrigar a casa do pintor Pierre Chalita, até bem pouco tempo o imóvel funcionava como escola de artes, além de guardar relíquias em quadros, peças sacras e um rico acervo histórico de várias partes do mundo. Há um mês, no entanto, seu proprietário resolveu fechar a escola depois que quatro homens armados invadiram a casa, renderam funcionários e levaram dinheiro, jóias e obras de arte. NR ### Ladrões prejudicam concertos sinfônicos Grades no muro e um sistema de segurança eletrônica tentam proteger o patrimônio preservado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), instalado num prédio do fim do século 19, e que funciona na Ladeira do Brito, no Centro de Maceió. As grades e o alarme foram pagos pelos próprios sócios e colocados depois que o governo do Estado resolveu tirar dois policiais que faziam a segurança do Instituto e da Academia Alagoana de Letras, também no Centro, alegando contenção de despesas. ?Armados e devidamente fardados, eles inibiam a ação dos bandidos?, diz o presidente do IHGAL, Jaime de Altavila, há 14 anos no comando da instituição. NR ### Iphan elabora política de segurança para patrimônio A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Alagoas, Lauzane Leão Ferreira, revela que uma política de proteção e preservação do patrimônio histórico e cultural está sendo definida a partir de discussões realizadas em Brasília, no Departamento do Patrimônio Material do Iphan. As ações serão desenvolvidas em todos os Estados e incluem o financiamento de projetos de salvaguarda dos bens e oficinas de capacitação com as comunidades envolvidas. |NR ### Acervo de Porto Calvo é dilapidado Porto Calvo ? O descaso e a falta de informação são os grandes vilões do patrimônio histórico e artístico que ainda resta em Porto Calvo, região Norte de Alagoas, uma das primeiras freguesias do Estado. Berço de Domingos Fernandes Calabar e palco das lutas entre os exércitos luso-espanhol e o holandês, o município teve seu patrimônio dilapidado ao longo do tempo. Imagens sacras dos séculos 16 e 17 e o altar da igreja de Nossa Senhora da Apresentação, concluída em 1610, estão ameaçadas pelo cupim. A vontade de preservar o que restou e de resgatar a história do lugar move um grupo de professores e de profissionais liberais. Eles querem fundar um museu no município, mas esbarram na falta de interesse do poder público. SC ### Falta verba para museu, diz secretário O secretário municipal de Cultura de Porto Calvo, Iranaldo Florêncio, informou que o projeto para construção do museu municipal encontra-se no Ministério da Cultura. ?Estamos apenas aguardando a liberação dos recursos?, garantiu. Segundo ele, foi implantada em toda rede pública de ensino municipal a disciplina História de Porto Calvo como forma de aprofundar os conhecimentos dos estudantes sobre o tema. ?Estamos trabalhando forte na área educacional. É uma pena que muitos portocalvenses não saibam, por exemplo, a verdadeira história de Calabar. Muitos ainda o têm como traidor, e não com herói nacional?, lamentou o secretário, lembrando que o objetivo é desmistificar a figura do traidor, como quis contar a história oficial, aquela construída a partir da visão dos vencedores: os portugueses. |SC ### Denúncias de roubo não chegam à PF Maragogi ? Nenhum inquérito sobre crimes contra o patrimônio histórico e artístico nacional tramita na Polícia Federal (PF) em Alagoas. A informação é do delegado Daniel Fantini, da Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico Nacional. Segundo ele, também não há denúncias sobre o roubo de peças sacras. A falta de conscientização da população e a ausência de recursos humanos e financeiros dos órgãos que lidam com o patrimônio histórico contribuem, segundo ele, para que os inquéritos não sejam instaurados. | SC ### Punhal é recuperado em Penedo Penedo ? O punhal de prata portuguesa roubado no dia 28 de junho da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a catedral de Penedo, foi recuperado. A peça, que simboliza a perda de Jesus Cristo por Nossa Senhora das Dores, cravado sobre o coração da imagem, foi levada devido à facilidade de acesso à estátua e seus adereços, colocada dentro de um nicho localizado a dois passos de quem entra pela porta direita da fachada principal da catedral. Além do punhal, a representação da santa é adornada por uma coroa também feita de prata. FV ### Monumenta tenta preservar história Passados mais de quatro anos, o Programa Monumenta restaurou apenas as igrejas de Nossa Senhora da Corrente e de São Gonçalo Garcia. A outra intervenção aconteceu na Praça Barão de Penedo. Localizada no centro do Paço Municipal, a Praça Barão do Penedo está cercada por monumentos à história da cidade. Além das sedes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, o espaço privilegiado conta ainda com a representatividade da catedral metropolitana e a Casa de Aposentadoria, provavelmente o primeiro imóvel com finalidade pública de Alagoas. FV ### Em Marechal, visitas são monitoradas por câmeras Palco da história de Alagoas, primeira capital da Província e berço do primeiro presidente do País, o município de Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas, é dono de um dos mais ricos acervos culturais do Estado. Tombado pelo patrimônio nacional, o acervo é composto de casarios que datam do Brasil Colônia, entre eles o convento de Santa Maria Madalena, construído por frades franciscanos para fugir da invasão holandesa. Abandonado, o prédio sofre com a destruição provocada pela falta de conservação e pelo tempo. NR ///

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