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Dep�sito da Cobel � fechado por ex-funcion�rios

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Ex-funcionários da Cobel fecharam a entrada do depósito da Cobel desde a tarde de domingo para exigir o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), impedindo a entrada e saída de caminhões coletores de lixo. Os manifestantes colocaram paus e pneus em frente à entrada do depósito da Cobel com o intuito de colocar fogo, mas ontem pela manhã as lideranças conseguiram se reunir com o vice-prefeito de Maceió, Alberto Sexta-Feira, para reivindicar agilidade no pagamento do FGTS dos ex-funcionários que tiveram parecer favorável da Justiça para conciliar os outros processos em andamento. José Sandro Gomes da Silva, ex-funcionário e um dos organizadores do protesto, afirma que vários dos demitidos já tiveram ganho de causa na Justiça, em 1a instância, mas não chegaram a receber o dinheiro. ?Foram 12 anos de trabalho jogados no vento?, afirmou, contando que ele e vários companheiros estão passando por dificuldades financeiras, alguns até impossibilitados de trabalhar por causa de doenças ou acidentes de quando trabalhavam para a prefeitura. De acordo com José Sandro, a prefeita Kária born teria prometido manter os funcionários com contratos inválidos trabalhando. ?A prefeita falou que o município poderia pagar R$ 200 por cabeça para não ter que demitir ninguém?, declarou. O vice-prefeito disse que a prefeitura tem interesse em pagar o FGTS dos ex-funcionários. De acordo com o vice-prefeito, o município somente poderá pagar os encargos após recorrer em última instância. ?É a vontade do município fazer esse pagamento, mas nós só faremos isso se for determinado judicialmente?, garantiu Sexta-Feira. Segundo ele, no ano passado o governo federal aprovou uma emenda que modificou as regras das Medidas Provisórias (MP), mas logo depois foi criada a MP no 2.138-41, que estabelece que mesmo nos contratos considerados nulos o FGTS deverá ser depositado. A prefeitura considera a MP inconstitucional e recorreu ao Supremo Tribunal Federal.

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