Cidades
Escola rompe conceito e chega ao campo
BLEINE OLIVEIRA Repórter Uma brisa suave entra no reduzido espaço da palhoça feita de barro, coberta de palha. Lá dentro, um grupo de 24 crianças escuta atento o ensinamento da professora Maria das Candeias Buarque Ribeiro sobre como se desenvolvem as sementes, do plantio até a colheita. Nas mãos de cada uma delas, sementes diversas, do feijão ao milho. É aula de ciências na escola do acampamento Amor, do Movimento Terra e Liberdade (MTL), em São Luís do Quitunde, a 43 quilômetros de Maceió. Na tarde da última quinta-feira, 26, as crianças aprenderam como a semente se transforma nos alimentos que consomem. Para elas foi fácil aprender, já que estudam no mesmo lugar onde vivem: a roça. ### Meio rural é valorizado em sala de aula Não são apenas as crianças dos acampamentos de sem-terra que se beneficiarão de um novo modelo pedagógico. A própria rede estadual de ensino está se organizando para implementar uma política educacional afinada com a vivência e a realidade do campo. Com o tema ?Contextualizar para Intervir? o projeto foi discutido durante o 2º Fórum Estadual de Educação do Campo de Alagoas, organizado pelo governo do Estado. ### Contexto social influencia em mudança Os integrantes do Fórum Permanente de Educação do Campo (Fepec) defendem uma política adaptada à realidade das populações rurais, mas sabem que a transformação não depende apenas de um novo modelo pedagógico. Tanto que o 2º Fórum também discutiu questões conjunturais, especialmente no contexto socioeconômico. Tanto que um dos conferecistas foi o professor-doutor em Economia Cícero Péricles de Carvalho, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). ///