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Cidades

Macrodrenagem engole tr�s casas

Anamaria Santiago Repórter A empregada doméstica Jenir Vieira, de 41 anos, tinha uma casa própria onde morava com mais três membros da família. Em junho deste ano, ela voltou do trabalho e encontrou a casa despedaçada no fundo da grota Bom Jesus,

Por | Edição do dia 05/11/2006 - Matéria atualizada em 05/11/2006 às 00h00

Anamaria Santiago Repórter A empregada doméstica Jenir Vieira, de 41 anos, tinha uma casa própria onde morava com mais três membros da família. Em junho deste ano, ela voltou do trabalho e encontrou a casa despedaçada no fundo da grota Bom Jesus, no Benedito Bentes, depois de ter desmoronado de uma altura de quase 100 metros. A grota esconde uma enorme cratera surgida de um rápido processo de erosão causado pela paralisação de uma das etapas da obra de macrodrenagem do Tabuleiro do Martins. Três casas já foram “engolidas” pelo buraco. ### Sem recursos, obra parou e chuva destruiu o que foi feito A grota Bom Jesus seria o ponto onde as águas que transbordassem das lagoas previstas no projeto de macrodrenagem desembocariam com segurança depois de descer por dois quilômetros de túnel. Para conter a força da água, foi construído o dissipador de energia, uma espécie de escadaria para diminuir a velocidade com que as águas recebidas pelo sistema chegam ao fundo da grota, de onde seguem para o Rio Jacarecica. O objetivo era, justamente, evitar erosão e agressões ao meio ambiente. ### Governo não tem prazo para retomar trabalhos em grota Depois de quase sete meses de paralisação devido à falta de recursos, a construção do dissipador de energia, na grota Bom Jesus, no Benedito Bentes, não tem prazo para recomeçar. A retomada dos trabalhos para conclusão da escadaria que reduziria os impactos da força da água na área da grota no leito do rio Jacarecica depende da vinda de recursos federais. Segundo Denison Tenório, diretor de obras, convênios e contratos da Seinfra, não há previsão de quando o dinheiro virá. ### TCU aponta indícios “graves” de irregularidades na obra Em setembro deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou um relatório indicando 25 obras do Nordeste que recebem recursos federais e apresentam indícios graves de irregularidades. Em Alagoas, a única presente na lista é a da macrodrenagem do Tabuleiro do Martins. O TCU apontou um possível sobrepreço e uma divergência em quantitativos que podem chegar a um valor pago indevidamente de R$ 15 milhões. ///

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