Cidades
Estado atrasa vida escolar de estudantes
| Fátima Almeida Repórter A Secretaria da Educação confirma: apenas 30% das escolas da rede estadual de ensino vão concluir o calendário letivo de 2006 até o final de dezembro. Em 60% vai ter aula até janeiro ou fevereiro. E 10% das escolas terão que estender o calendário de 2006 até junho do próximo ano. Em duas escolas, a Rubens Canuto, no Benedito Bentes, e outra no município de Arapiraca, as aulas começaram há poucas semanas. Na rede municipal, segundo avaliação do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), a situação também é crítica e o atraso no calendário do ano letivo é inevitável. ### Escola suspende ano letivo de 2006 para repor disciplinas Os principais motivos do atraso no calendário estão entre a falta de professores de algumas disciplinas; a reforma de escolas; e as greves do pessoal da Educação. A situação já provocou reclamações no Ministério Público, e até decisões inusitadas, como na escola Teonilo Gama, no Jacintinho, onde a diretoria, em acordo com o Conselho Escolar, resolveu suspender as atividades do ano letivo de 2006, para dedicar-se à reposição de disciplinas que não foram vistas pelos alunos nos anos anteriores. ### Pressionado, governo faz contratações O Ministério Público (MP) tem feito pressão para corrigir as deficiências de pessoal e de estrutura nas escolas públicas, e trabalha com a perspectiva de que até o final de 2007 a situação seja normalizada, embora o déficit humano na Educação estadual seja calculado, ainda, em torno de três mil profissionais. Em audiência entre representantes do Ministério Público e o governador Luis Abílio, na última terça-feira, para negociar uma saída para a crise na educação, os promotores recomendaram a contratação de mais professores, bem como a realização de novo concurso para suprir a carência. ### Reformas atrasam ainda mais calendário Um outro fator que tem contribuído para atrasar o calendário escolar é a reforma nas escolas, que geralmente acontece no período em que os alunos deveriam estar em aulas. E isso, segundo o diretor de ensino da Secretaria de Educação, Neilton Nunes, não depende só do Estado para resolver. ?Os recursos para esse fim sempre chegam em fevereiro, e com tempo de vigência até dezembro. Portanto, só a partir de fevereiro começa o processo de licitação e todo o trâmite que antecede a instalação das obras nas escolas, que geralmente levam pelo menos 90 dias para serem executadas?. ///