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AL tenta evitar epidemia de dengue

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Niviane Rodrigues Repórter A chegada do verão, que reacende a expectativa de bons negócios para o segmento turístico de todo o País, traz, por sua vez, uma preocupação a mais para outro setor: a saúde pública. A estação, marcada por sol forte e calor intenso, principalmente no Nordeste brasileiro, é considerada um período de risco para a dengue, doença endêmica, que ocorre durante todo o ano, mas que costuma avançar e fazer mais vítimas em época de altas temperaturas. Nessa luta contra a doença, que pode deixar seqüelas irreversíveis e até matar, uma verdadeira guerra vem sendo travada na tentativa de combater o aedes aegypti, mosquito transmissor, e evitar uma epidemia em Alagoas. ### Falta de conscientização vira ?aliada? do aedes Considerada a principal barreira nessa guerra, a falta de conscientização da população acaba virando um ?aliado? do aedes aegypti, que se reproduz em ritmo acelerado em ambientes como vasos de planta com água, pneus e garrafas pet jogados em quintais, caixas d?água, potes e recipientes destampados, entre outros ambientes favoráveis à procriação da espécie. ### ?Doença não pode ser subestimada? O médico Celso Tavares, assessor técnico do Projeto de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde e professor de Clínica Médica da Universidade Federal de Alagoas, alerta: ?No decorrer dos últimos 20 anos criou-se uma noção equivocada de que virose é doença benigna. A dengue, como virose que é, incapacita e pode matar. No entanto, as pessoas não estão adotando atitude responsável frente a essa hiperendemicidade que atinge Alagoas?, diz ele. ### Vítima de dengue perde parte dos movimentos e da visão Enquanto o controle absoluto da dengue não ocorre em Alagoas, segundo o médico Celso Tavares, a Secretaria Estadual de Saúde investe na formação de profissionais para evitar que casos mais graves da doença evoluam para a morte. ?Esse ano capacitamos dois grupos e mais oito turmas estão sendo preparadas até o fim do ano. Só assim vamos conseguir evitar que mais pessoas morram?, diz ele. ### Ministério socorre AL com carro fumacê Quase dois mil agentes de saúde foram mobilizados em Alagoas para combater o aedes aegypti. Cada município ficou responsável por suas ações contra a dengue e pela mobilização dos agentes. Um dos problemas enfrentados, que para alguns profissionais de saúde não significa um entrave, é a deficiência e falta de carros fumacês, os tradicionais veículos que espalham no ar inseticida contra o aedes. ### Bairros de Maceió têm alto índice de infestação predial O bairro do Tabuleiro do Martins detém o maior número de casos de dengue em Maceió. Na região, foram confirmados de janeiro à primeira semana de novembro de 2006, 252 casos da doença. Em seguida aparece o bairro da Chã da Jaqueira, com 147 casos confirmados e o Farol, com 92 registros. Na capital, 15 bairros registraram risco iminente de uma epidemia de dengue. São eles: Tabuleiro do Martins, Clima Bom, Chã da Jaqueira, Serraria, Gruta de Lourdes, Ponta Grossa, Trapiche da Barra, Ponta Verde, Ponta da Terra, Jatiúca, Pajuçara, Poço e Jaraguá. ///

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