Cidades
Sem-terra ocupam Porto de Macei�
ANAMARIA SANTIAGO Repórter Cerca de 5 mil trabalhadores rurais sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), ocuparam o Porto de Maceió, ontem, por mais de 12 horas. A ocupação dos sem-terra paralisou as atividades portuárias, prejudicando a movimentação de exportação de açúcar e álcool do Estado de Alagoas para países da Europa, Ásia e Estados Unidos (EUA) e ameaçando o embarque e desembarque de turistas em cruzeiros pela costa do Nordeste. Cerca de 900 trabalhadores portuários tiveram de suspender as atividades. ### Prejuízo chegou a 75 mil dólares Com o abastecimento do Porto de Maceió parado, o prejuízo chegou às usinas. Na manhã de ontem, um navio estava atracado no cais e mais quatro aguardavam para serem abastecidos com açúcar. Segundo Clóvis Calheiros, adminitrador-substituto do porto, o prejuízo diário é de 15 mil dólares por cada navio, ao todo são 75 mil dólares pagos a mais pelo atraso na estadia dos navios. ?Se nossas atividades param, há prejuízo para a economia local e nacional?, disse. ### Audiência definirá preço da Agrisa | GILVAN FERREIRA Repórter A pressão e as ameaças das lideranças dos sem-terra, que prometiam impedir as atividades do Porto de Maceió, até a garantia do cumprimento das reivindicações encaminhadas aos dirigentes do governo do Estado e governo federal, conseguiram sensibilizar o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a direção nacional do Incra e os dirigente do órgão em Alagoas. Depois de mais de 10 horas de negociações, um fax encaminhado pelo ouvidor agrário nacional, Gercino Filho, aos dirigentes dos três movimentos de trabalhadores rurais, garantiu a desocupação do Porto de Maceió, que começou por volta das 19h. ///