Política
Terceirizados cobram sal�rios atrasados
Os trabalhadores terceirizados da Assembleia Legislativa Estadual, contratados pela VM Serviços Gerais, há dois meses não sabem o que é salário. A chegada do mês de março, sem perspectivas oficiais de pagamento, tem preocupado a categoria que é responsável pela limpeza e manutenção da ALE. Com um duodécimo aprovado para este ano no valor de R$ 199,3 milhões, repassado em forma de parcelas pelo governo do Estado, os trabalhadores terceirizados, que recebem em sua maioria salário mínimo, não entendem o que aconteceu. Segundo relatam à reportagem da Gazeta, não podem nem reclamar ou se articular para alguma reclamação, porque sempre paira a ameaça de desligamento. Enquanto a solução não vem, eles continuam buscando informações junto à empresa que, até ontem, não acenava com a possibilidade de quitar os débitos. Os trabalhadores não têm associação ou sindicato que os represente. E a única explicação que receberam da empresa é que por conta do atraso no repasse da ALE o pagamento dos salários não foram realizados. MESA DIRETORA Procurado pela reportagem, o presidente da ALE, deputado Luiz Dantas (PMDB), orientou que o contato fosse mantido com o recém eleito 1° secretário, deputado Marcelo Victor (PSD). O parlamentar justificou que o atraso foi motivado por um levantamento realizado em todos os contratos com prestadores de serviços da ALE. Ele disse que a nova Mesa Diretora não pode ser responsabilizada, uma vez que o procedimento administrativo é considerado normal, por conta da chamada ?fase de transição?. Mesmo lamentando a situação, ele disse também que, conforme prevê o próprio contrato de prestação, a contratada deve ter suporte financeiro para assegurar o repasse de salários até três meses, independente do pagamento ou não por parte do Poder Legislativo. Segundo o 1° secretário, não está descartado, inclusive, que venha a ser notificada por conta do que vem ocorrendo.