loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Crian�as n�o t�m onde “pintar o sete”

Ouvir
Compartilhar

| Carla Serqueira Repórter Depois das decisivas provas no fim do ano letivo, chega o momento mais esperado pela criançada: as férias escolares. Mas, em Maceió, a falta de opções de lazer acaba tornando tedioso o período que deveria ser destinado à pura diversão. Chato para os alunos e uma baita dor de cabeça para os pais. Uma alternativa são as colônias de férias. No entanto, a demanda de crianças é muito maior que a oferta do serviço na capital, de acordo com a psicóloga Ana Eloísa Santos. Ela coordena o projeto Malasartes, que há cerca de oito anos, durante as férias, promove atividades lúdicas, além de peças teatrais. ### Pais exigem qualidade de colônias Outro fator que complica ainda mais a vida dos pais ? e compromete as férias dos filhos ? é a qualidade das colônias que funcionam em Maceió. Segundo a dentista Cleide Lins, não é fácil encontrar pessoal preparado para cuidar das crianças. Ela é cliente da Ana Eloísa e diz que antes de encontrar o Malasartes visitou outras empresas, mas não se sentiu segura a ponto de matricular os filhos. ?Abrir uma colônia de férias não é simplesmente oferecer vagas. É preciso ter dedicação especial. Muitos lugares parecem depósitos de crianças?, afirma ela, que tem dois filhos ? Reinaldo, de 8 anos, e Carolina, de 7. Os dois ficam ?presos? no apartamento, sem espaço. ?Fim de ano é um desespero para todas as mães, principalmente para quem trabalha?, conta a dentista. ### Escola aproveita procura de pais e oferece recreação Destinada a crianças de 2 a 6 anos, a colônia de férias da escola Pingo de Gente ocorre desde o dia 18 de dezembro e segue até o próximo dia 19. Diariamente, das 13h30 às 17h30, entre 20 e 40 alunos agitam o lugar, aberto também para pequeninos da comunidade. ?Temos crianças de vários colégios da capital. Isso indica que são poucos os que realizam colônias de férias?, afirma Solange Ramalho, coordenadora pedagógica da instituição, fundada em 1978. Por causa da grande procura de pais pela colônia, ela acredita que em breve, novas empresas de recreação devem ser instaladas na cidade. ?Vai começar a aparecer oferta de serviços mais acessível?. ### Propaganda boca-a-boca garante sucesso Sem alternativas de diversão durante as férias, os irmãos Bruno e Beatriz Nascimento aproveitavam os dias de folga diante da tela do computador ou em combates no videogame. Ele tem 13 anos e ela, 10. ?Não tinha muito o que fazer quando as férias chegavam. A gente ficava arengando. Eu ainda brincava na rua, mas a Bia ficava mais em casa?, diz o adolescente, que vai cursar a 8ª série este ano. Cansada de ver os netos desperdiçarem as férias dentro de casa, a avó da dupla, Lourdes de Oliveira, 78, trouxe, há cerca de três anos, do Sesc ? onde participa de atividades culturais ?, a solução para o problema. ### Hábito saudável perpassa gerações Desde os sete anos de idade, a estudante de pedagogia Yrla Oliveira, 22, participa da colônia de férias do Sesc. Hoje ela é monitora e já planeja integrar a filha Kathiane, de seis anos, ao grupo. ?É uma experiência maravilhosa. Tenho várias lembranças bonitas da época em que eu brincava na colônia. Até hoje, tenho amizades daquele tempo?. Como futura pedagoga, Yrla continua aprendendo. ?É uma oportunidade de colocar em prática o que vejo na universidade?. ///

Relacionadas