Cidades
Cren�a em Bom Jesus arrasta multid�o
Fernando Vinícius Repórter Penedo ? O estouro dos fogos de artifício anuncia a saída da imagem do Bom Jesus dos Navegantes da pequena Igreja da Santa Cruz. O número de pessoas que acompanha o início da procissão ainda é relativamente pequeno se comparado aos milhares de fiéis que aguardam a passagem do cortejo na rampa de acesso às balsas no Penedo. Quem observa o começo do ritual talvez ignore que foi naquela comunidade que a devoção ao padroeiro dos pescadores ganhou novo impulso na cidade marcada pela presença da Igreja Católica. ### Devotos pagam promessa em procissão Acompanhar uma procissão é a oportunidade para muitos devotos pagarem promessas. A fé no santo arrasta uma multidão que alimenta a esperança de estar ao lado da imagem durante o trajeto por terra, da igreja da Santa Cruz até o porto das balsas. Embarcar com a charola para fazer o percurso fluvial significa agradecer plenamente a graça alcançada, condição atualmente restrita aos 52 escolhidos para ter o acesso à embarcação e aos que conseguiram passar pelo aparato de segurança porque estavam segurando o andor. ### Limite de embarcações é criticado O limite imposto para o número de pessoas que acompanham a procissão pelo Rio São Francisco atende às regras do Certificado de Segurança da Navegação, segundo o tenente-capitão Carlos Augusto, responsável pela agência da Capitania dos Portos sediada no Penedo. O número está relacionado com a quantidade de pessoas que a embarcação está apta a transportar. O aumento desse limite depende de adaptações nas acomodações para pessoas, já que as embarcações foram construídas para transportar automóveis. A norma está em vigor há 3 anos e, apesar do seu caráter preventivo, é alvo de críticas por diversos setores, dos devotos aos ocupantes de cargos públicos. ### Clima de paz marca festa de padroeiro dos pescadores O efeito da limitação não chegou a atrapalhar a procissão em Penedo, mas a segunda balsa que seguiu o cortejo tinha menos de 52 pessoas a bordo. A procissão contorna uma das inúmeras ilhas que dividem o leito do Rio São Francisco e passa para as proximidades do lado sergipano. Deslizando sobre as águas, recebe as homenagens do povo ribeirinho, seja de Santana do São Francisco, antiga Carrapicho, ou de Neopólis. Como houve atraso na saída para o rio e a luz do sol já começa a sumir, a ida até o morro do Aracaré é abreviada e as embarcações voltam em segurança. ///