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Crise pode piorar com aquartelamento

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Carla Serqueira Repórter Aos vinte e um dias do governo Teotonio Vilela Filho, os alagoanos temem um caos ainda maior no Estado, caso os policiais militares decidam se aquartelar a partir da próxima terça-feira, dia 23. Eles formam a única categoria atingida pelo decreto 3.555/2007 que não aderiu a greve dos servidores públicos, que tiveram salários cortados com a medida divulgada na sexta-feira, dia 12. A assembléia dos policiais militares estava marcada para esta segunda-feira, mas foi adiada porque o governo solicitou mais um encontro com a categoria. ?Vamos ouvir mais uma vez as propostas do governo. Mas se o dinheiro que foi retirado dos salários não for devolvido imediatamente, não tem conversa. A reposição do reajuste é inegociável?, diz o tenente-coronel Eduardo Lucena, presidente da Associação dos Policiais Militares de Alagoas. ### Serviços básicos pioram ainda mais com greve As conseqüências da greve deflagrada pelos servidores públicos, que hoje chega aos cinco dias de manifestações, sendo três com a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) ocupada, são sentidas, principalmente, pela população alagoana. Estão com as atividades paralisadas os serviços básicos que, antes da greve acontecer, já funcionavam de maneira precária. A Educação, por exemplo, se arrasta com cadernetas ainda de 2003 para fechar. Milhares de alunos ainda não conseguiram concluir os anos de 2004, 2005 e 2006, que, tudo indica, será finalizado com atraso. ### Decreto agrava caos na Educação em AL | LELO MACENA Repórter O decreto 3.555/2007 do governo de Alagoas que, além de cortar os reajustes salariais concedidos a várias categorias de servidores estaduais, inclusive os da Educação, proibiu por seis meses a contratação e a realização de concursos, atingiu em cheio e agravou ainda mais a crise no ensino público de Alagoas. A medida provocou a greve dos servidores da Secretaria Estadual de Educação (SEE), que viram ir por água abaixo a isonomia salarial conseguida depois de muita luta e ampla discussão com o governo anterior, e pode fazer com que mais de 120 mil alunos de cerca de 160 escolas percam o ano letivo de 2006. ### Alunos podem perder ano letivo de 2006 A promotora Cecília Carnaúba é taxativa ao afirmar que os alunos da rede pública estadual de ensino estão abandonados. Desde o começo do segundo semestre do ano passado, o Ministério Público (MP) busca soluções para salvar o ano letivo de 2006. Mas a suspensão do contrato de mil monitores da Secretaria de Educação em dezembro passado e a publicação do Decreto 3.555/2007 que impede a contratação e a realização de concursos públicos durante seis meses levou por água abaixo todos os esforços do MP e agravou ainda mais o caos na Educação. ### Secretário diz que situação é complicada O secretário Estadual de Educação, Fábio Farias, afirmou que os técnicos da SEE, desde a semana passada, estudam a possibilidade de atender à solicitação feita pelo Ministério Público. Ele disse que pretende trabalhar em parceria com o MP. ?A doutora Cecília Carnaúba tem um diagnóstico da Educação em Alagoas e é com base nessas informações dela que pretendemos trabalhar?, afirmou. No encontro de quarta-feira passada com a promotora Cecília Carnaúba, ele admitiu a gravidade da situação do ensino público em Alagoas. ?Existem escolas que ainda nem concluíram os anos letivos de 2003, 2004 e 2005?, disse ele. ///

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