Cidades
Orqu�dea: uma flor que desperta paix�es
Carla Serqueira Repórter Eles vivem rodeados de orquídeas. Seja na varanda ou no quintal, centenas de vasinhos pendurados com arame e cheios de xaxim forrado com pedras de brita mais parecem porta-jóias. Dentro deles, espécies variadas da flor mais cobiçada no mundo inteiro. Os colecionadores alagoanos falam com paixão do cultivo que virou mania. Natural do Recife, Sterpaula Coutinho guarda mais de cinco mil espécies na sua fazenda, em Jequiá da Praia, no litoral sul do Estado. Quando casou, há 20 anos, veio morar em Alagoas. Cercada de matas e rios, cinqüenta anos atrás, a propriedade escondia diversos tipos de orquídeas. ?Muitas foram levadas por estudiosos estrangeiros?, diz. ### Matas do interior escondem raridades Foi na vitrine de uma loja no Rio Grande do Norte, há mais de dez anos, que Fernanda de Oliveira, 50, foi conquistada pela beleza de uma orquídea amarela. ?No Dia dos Namorados, ganhei ela do marido, mas com seis meses matei a flor afogada?, lembra, ao revelar os segredos do cultivo. ?Elas devem estar protegidas com telas sombrite, bloqueando 70% da luz solar. Não podem receber vento forte e a umidade tem de ser controlada?, detalha ela, que é esposa de Edson de Oliveira e mãe de Rafael Fernandes, respectivamente, presidente e secretário da Associação dos Orquidófilos e Bromeliófilos de Alagoas (Aobal), fundada em janeiro de 2000, com objetivo de promover estudos, palestras, conferências, publicações e exposições para difundir a prática do cultivo no Estado. ### Fiscalização falha ameaça espécies de AL De tamanhos, cores e formas variadas, os exemplares genuinamente alagoanos somam cerca de 160 tipos. Privilegiado pelo clima, sobra no Estado vantagens para o cultivo de orquídeas enquanto falta fiscalização para coibir o comércio ilegal das espécies nativas. Sem pessoal suficiente, o Intituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se diz com as mãos atadas. ///