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Maternidade extrapola limite de atendimento

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| Anamaria Santiago Repórter Muito já se sabe sobre os motivos que causam as cenas de gestantes em trabalho de parto batendo de porta em porta nas maternidades de Maceió. Superlotação, hospitais cheios e falta de leitos são alguns deles. Quando o assunto são gestações e bebês de alto risco, o motivo pelo qual as pacientes chegam a encontrar portas fechadas é ainda mais conhecido: apenas o Hospital Universitário e a Maternidade Escola Santa Mônica atendem a esses casos, por isso, a superlotação é inevitável. ### Para mães, amor supera todos os riscos Os funcionários que lidam diretamente com os cuidados dos pacientes são os primeiros a sentir a pressão provocada pela demanda na Maternidade Santa Mônica. ?Nós aqui não paramos. Ficamos sobrecarregados sempre?, disse a pediatra Sirmani Frazão Torres do setor do método canguru, cujo objetivo é estimular o contato direto com o colo e a amamentação da mãe para o crescimento dos bebês prematuros que conseguiram sair da incubadora mais rápido. ### MP exige aplicação correta de recursos Diante da constante situação de risco e dos diversos episódios de superlotação nas maternidades da capital e do interior, o Ministério Público (MP) de Alagoas impetrou, em 2006, uma ação civil pública que já tramita na Justiça Federal, pedindo a ampliação no número de leitos neonatais em todo o Estado, já que o problema de superlotação atinge a capital por não haver leitos suficientes também no interior. Na ação, o MP argumenta que existem atualmente 113 leitos nas UTIs e UCIs em todo o Estado. ///

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