Cidades
Im�veis correm risco de ser engolidos
| Fátima Almeida Repórter A paisagem da Barra Nova, recanto turístico do município de Marechal Deodoro, localizado no complexo lagunar Mundaú-Manguaba, no ponto em que as lagoas se encontram com o oceano, vem mudando radicalmente nos últimos meses. Não só pelo avanço do mar e pelas ondas que se projetam na maré alta, mas também pelos estragos que elas têm feito. As águas tranqüilas da Lagoa Mundaú, que passavam lentamente em frente à área habitada, em direção ao oceano, foram invadidas por ele. ### Atração entre Sol, Lua e Terra define mudanças na maré Nos últimos anos, mais especificamente nos últimos seis meses, o mar vem avançando e batendo cada vez mais forte contra as construções que o margeiam, causando estragos em vários locais entre o Litoral Norte e Sul de Alagoas. Em setembro do ano passado uma ressaca do mar ? esse sim, um fenômeno incomum ? com ondas de quase três metros de altura, engoliu parte da pista na Avenida Assis Chateaubriand, em Maceió, derrubou imóveis em Riacho Doce, atingiu bares, restaurantes e parte da estrutura urbana nos municípios de Maragogi e Barra de Santo Antônio, e provocou a primeira grande alteração na Barra Nova. ### Moradores vivem entre a apreensão e incerteza Os efeitos da maré foram desatrosos na Barra Nova, segundo o suboficial da Capitania dos Portos, José Augusto Brito, porque na área não tem arrecifes e nem tem mais a faixa de terra (a antiga Prainha) para barrar a entrada do oceano. ?O mar está aberto e vai continuar batendo nas casas, modificando, também, a paisagem urbana?, diz ele. O suboficial esclarece que o que aconteceu este ano, em janeiro e fevereiro, não pode ser comparado ao que ocorreu em setembro do ano passado, quando a preamar de sizígia coincidiu com a passagem de uma frente fria no oceano, próximo ao nosso litoral. ///