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Enchente deixa planta��es submersas

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|Fernando Vinícius Repórter Penedo ? A enchente no Rio São Francisco deixou plantações literalmente debaixo d?água. Povoados localizados em Penedo que dependem de culturas temporárias, principalmente da mandioca, tiveram perda total porque os plantios ficaram submersos, como no povoado Marizeiro. Já os prejuízos no Catrapó foram minimizados pela antecipação da colheita, forçada pelo avanço das águas. Agricultores trabalham dia e noite na produção de farinha, ingrediente indispensável na cozinha das famílias ribeirinhas de baixa renda. ### Famílias aguardam cesta básica e lona Fernando Vinícius Repórter Penedo ? A inundação já invade até moradias do Catrapó, como a do pescador Renato dos Santos, expulso de sua casa durante a noite. ?Quando eu acordei, a água já tinha entrado, não tinha mais como continuar morando aqui?, disse ao lado do casebre de lona que levantou sobre um barranco, quase de frente para a residência inundada. A elevação natural na topografia ? onde a maioria das casas foi construída ? é o último recurso para os moradores continuarem na comunidade. ### Prejuízos chegam a R$ 250 mil no Marizeiro | Fernando Vinícius Repórter Penedo ? Um recanto de beleza inesquecível sofre as conseqüências de seu isolamento. O povoado Marizeiro, distante cerca de 14 quilômetros de Penedo, contabiliza um prejuízo de R$ 250 mil devido a perda completa de 170 tarefas de arroz e cana-de-açúcar. Sem um dique de proteção para conter eventuais avanços do rio, as águas do curso principal do São Francisco cobriram as plantações e isolaram casas. ### Sem estrutura, projeto de irrigação é inundado Fernando Vinícius Repórter Penedo ? A enchente que atinge comunidades erguidas próximas das margens do Rio São Francisco em Alagoas traz à tona problemas que se arrastam ao longo dos anos. Segundo um dirigente da organização não-governamental (ONG) Central das Organizações de Agricultura Familiar do Baixo São Francisco, Antenor Nerys, no povoado Marizeiro existe o projeto Santa Elízia, obra não-concluída que deveria possibilitar a produção de arroz em 24 pequenos lotes. ///

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