Cidades
PM suspende escolta a �nibus em AL
Severino carvalho Repórter Maragogi ? O Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) suspendeu, na semana passada, o trabalho de escolta realizado pelo 6º Batalhão de Polícia Militar (6ºBPM) aos ônibus interestaduais que fazem a rota entre as capitais de Alagoas e de Pernambuco. A interrupção acontece em meio a críticas dos moradores. Eles alegam que enquanto os policiais estão no asfalto, as cidades ficam desguarnecidas e são alvos fáceis para a ação dos bandidos. ### Em 2007 três ônibus já foram assaltados Maragogi ? Diante da suspensão do trabalho de escolta aos ônibus interestaduais nas rodovias AL-101 e 105 Norte, o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6ºBPM), tenente-coronel Neuton Bóia, determinou a realização de pontos-base em trechos considerados críticos, onde houve maior número de assaltos a coletivos. No ano passado, foram registrados dois assaltos a ônibus nas rodovias estaduais ao Norte do Estado, contra três ocorrências verificadas só nos primeiros dois meses de 2007. ### Passageiros cobram escolta a ônibus Maragogi ? O motorista pisa no acelerador e o coração do passageiro dispara. Viajar de ônibus virou um martírio para muita gente. Por força da profissão, o gerente de vendas, Geraldo Fernandes, é obrigado a utilizar o meio de transporte. Na acolchoada poltrona de um coletivo interestadual que seguia de Maceió para o Recife, ele não conseguia relaxar. Na sexta-feira 23 de março, Fernandes foi assaltado dentro de um ônibus, em Igarassu, Pernambuco, numa prova de que esse tipo de crime trafega nas rodovias Brasil afora. O trabalhador é um dos usuários que cobram a retomada da operação de escolta. ### PM vai apurar denúncia sobre trabalho extra Maragogi ? O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-coronel Neuton Bóia, garantiu que vai investigar a denúncia de que integrantes da corporação estariam realizando trabalho extra, o conhecido ?bico?, para escoltar ônibus, contratados por empresas do setor. ?Não contávamos com essa informação, mas vamos investigá-la?, prometeu o oficial. De acordo com ele, a prática do conhecido ?bico? é ilegal. ?O militar não pode atuar, fora de sua atividade, sob pena de responder pelo ato. Ele não tem garantia da corporação?, alertou o tenente-coronel. ///