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Cidades

Mais de 50% dos leitos para Covid-19 do estado estão ocupados

Do total de leitos disponíveis para pacientes com Covid-19 em Alagoas, 51% estão ocupados. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da capital e do interior estão todos preenchidos. Já

Por ANNA CLÁUDIA ALMEIDA | Edição do dia 04/01/2024 - Matéria atualizada em 04/01/2024 às 04h00

Do total de leitos disponíveis para pacientes com Covid-19 em Alagoas, 51% estão ocupados. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da capital e do interior estão todos preenchidos. Já nos leitos clínicos em Maceió, a ocupação é de 67% e de 13% no interior.

O chefe do Gabinete de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau, o infectologista Renee Oliveira, disse que, apesar da ocupação dos leitos, o números de pacientes é considerado pequeno. “No momento não vemos necessidade de aumentar a quantidade de leitos”, disse.

Nos últimos meses, houve um aumento de casos de Covid-19 no estado. O primeiro boletim epidemiológico da Sesau, de 2024, mostrou mais quatro óbitos causados pela doença e 797 novos casos. Os dados referem-se à última semana de 2023. Com isso, subiram para 7.317 as mortes e 343.586 as notificações desde o início da pandemia, em 2020.

O aumento dos casos foi discutido na primeira reunião deste ano do Grupo Técnico-Científico da Sesau, que ocorreu ontem, para avaliar, além da situação epidemiológica atual da Covid-19 no estado, questões de gestão quanto à distribuição de leitos e cuidados preventivos.

Apesar deste acréscimo, o infectologista reforça que o quadro é monitorado pela gestão estadual e não representa uma situação grave. “Foi observado, neste final de ano, um aumento no número de casos para o SARS-CoV-2, vírus que provoca a Covid-19, o que coincide com as festas de fim de ano e maiores aglomerações de pessoas e viagens, o que facilita a circulação do vírus”, explicou o médico.

O encontro reuniu técnicos, médicos, gestores e outros profissionais da saúde, o que acontece desde março de 2020, onde analisam e ponderam os quadros de doenças infectocontagiosas, além de outros temas pertinentes à saúde pública.

VACINAÇÃO

O infectologista ressaltou que a única forma de conter possíveis surtos é com a vacinação e a manutenção dos cuidados de segurança. “É importante que todos completem os esquemas vacinais e sigam as orientações de segurança como o uso de máscaras, uso do álcool gel e evitar aglomerações e em casos de sintomas gripais realizarem o teste para Covid-19, respeitando o isolamento em caso positivo e procurar unidades de saúde frente a qualquer agravamento dos sintomas”, reforçou Renee Oliveira.

O infectologista explicou, ainda, que as mortes registradas aconteceram em casos de pacientes que já possuíam alguma comorbidade.

“É importante que pessoas que fazem parte de grupos de riscos, como acima de 60 anos, imunossuprimidas e crianças com menos de cinco anos, sigam orientações e completem o calendário vacinal seguindo sempre a orientação médica de cada caso”, destacou.

Para o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, o momento é de cuidado reforçado. “Não podemos vacilar, nem nos deixarmos enganar por fake news e pela desinformação. Devemos tomar todas as vacinas como forma de proteção, mas, sem entrar em pânico com relação à Covid-19. Estamos atentos e agindo preventivamente”, afirmou o secretário.

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