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Pesadelo n�o acabou para banc�rios

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Carla Serqueira Repórter Não foi só dinheiro público que o Produban desperdiçou em Alagoas. A certeza do emprego estável e o sonho de alcançar a aposentadoria acabaram para mais de mil pessoas em 1997, quando o banco fechou de vez. Muitos funcionários morreram com depressão, outros se suicidaram. Por causa da idade avançada, boa parte não conseguiu vagas no mercado de trabalho e abriu empresas com o dinheiro das indenizações. Sem experiência no comércio, a maioria faliu e até hoje ? dez anos depois ? ainda enfrenta dificuldades. A Gazeta localizou Vera Lúcia da Rocha Melo, 45 anos, mãe de duas meninas, recém-separada do marido, e ex-gerente do Produban. Funcionária durante 15 anos, ganhava mais de R$ 2 mil mensais. Hoje, estuda para ser cabeleireira enquanto vende bebidas e confeitos na varanda de sua casa, no Tabuleiro ? negócio que não lhe rende sequer um salário mínimo por mês. ### Salários foram doados para salvar banco Os funcionários do Produban tinham assistência médica, recebiam vale-refeição, salários em dia, férias de dois meses a cada cinco anos de serviço, clube para o lazer, entre outros benefícios. Temendo perder o emprego, os servidores, em 1989, quando o banco passou dez meses fechado durante a primeira intervenção do Banco Central, no fim do governo José Sarney, presidente da República na época, concordaram em investir os próprios salários na esperança de ver o Produban reaberto outra vez. ### MPE investiga indenização milionária Depois que a Gazeta publicou matéria exclusiva, no dia 11 de março deste ano, denunciando o descaso do governo com fazendas, apartamentos e mansões, frutos de acordos ?misteriosos? com donos de usinas ? que ao lado dos hoteleiros eram os maiores devedores do Produban ? a polêmica liquidação do banco está na mira do Ministério Público Estadual (MPE). E quanto mais se investiga, mais negócios ?estranhos? são descobertos. ///

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