Cidades
A��es de prote��o � inf�ncia n�o avan�am
| Bleine Oliveira Repórter O governo do Estado e a Prefeitura de Maceió continuam tratando com descaso o dever legal de proteger crianças e adolescentes. O número de menores nas ruas e envolvidos em delitos é crescente, o que comprova a inexistência de políticas efetivas de proteção a meninos e meninas pobres, que vivem em situação de risco, segundo atesta pesquisa feita pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Uma das responsáveis pela pesquisa, que em 2004 caracterizou a criança e o adolescente que vivem nas ruas de Maceió, a assistente social e professora Cláudia Vieira de Melo Malta é taxativa: sem alternativas, restam a esse menores poucas chances de vida em sociedade. ### Maceió tem mais de mil crianças na rua Não há números atualizados, mas a estimativa das entidades é de que em Maceió cerca de 1, 2 mil crianças e adolescentes vivam em situação de risco. São meninos e meninas que estão longe da escola e que passam o dia inteiro fora de casa. Os especialistas definem esta categoria como ?menores na rua?, pois têm família e moradia. Os meninos e meninas ?de rua?, que segundo as mesmas estimativas somam menos de 200 na capital, são aqueles relegados ao completo abandono. ### ?Não cuidamos dos órfãos da pobreza? Crianças, mocinhas e rapazes perambulando de um lado a outro no Centro, nos semáforos e praças, vendendo feijão, frutas, limpando pára-brisas de carros ou simplesmente dormindo num ?canto? qualquer da rua. Esse é um quadro que a sociedade já se habituou a ver, mas que continua provocando indignação. Criado em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente diz em seu Artigo 3º que a criança e o adolescente têm direito ?às oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade?. ### Consumo de drogas cresce nas ruas O secretário municipal de Assistência Social, Cláudio Farias, diz que a Prefeitura de Maceió tem cumprido com eficiência suas atribuições. ?Temos trabalhado muito. Agora é preciso lembrar que esse é um problema social no País inteiro?, argumenta Farias. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Ação Social (Semas) já retirou das ruas mais de 60 famílias, vindas principalmente de outros estados nordestinos. O município desenvolve o projeto Guardião da Cidadania que, segundo o secretário, tem garantido apoio às famílias cujas crianças e adolescentes estão em situação de rua. ///