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Lacen deixa portador do HIV sem exame

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| LELO MACENA Repórter Há quase seis meses, pacientes que vivem com Aids, em Alagoas, e dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para sobreviver, estão com seu tratamento comprometido e correndo risco de morte, depois que o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen) suspendeu o exame de carga viral para HIV, fundamental para o acompanhamento médico das pessoas portadoras do vírus. Os bebês filhos de mães soropositivas são os mais prejudicados com a suspensão, pois precisam fazer o exame quando completam 3 meses de vida para saber se estão infectados e assim iniciar o tratamento. ### Bebês não têm como iniciar tratamento Na linha de frente do tratamento de crianças portadoras do vírus da Aids, a infectologista pediátrica Adriana Ávila Moura, cuida de mais de 30 filhos de mães soropositivas que vivem com o vírus e se tratam na pediatria do Hospital Hélvio Auto, referência no tratamento da Aids no Estado. Segundo ela, todas as crianças com menos de 18 meses só podem ter o diagnóstico fechado depois de fazer o exame de carga viral para HIV. ### Governo não busca solução, afirma médica A presidente da Sociedade de Infectologia de Alagoas, Raquel Guimarães culpa o governo do Estado por não tomar providências e, mesmo com a suspensão do exame de carga viral pelo Ministério da Saúde, não ter buscado soluções para a realização dos exames em outros laboratórios fora de Alagoas. ?Eu cuido de cerca de 150 pacientes e todos eles têm plano de saúde e fazem o exame de carga viral em laboratóris de outros Estados. O programa de DST/Aids tem recursos para pagar esses exames enquanto a situação do Lacen se regulariza. O que não pode é deixar os pacientes que necessitam do SUS sem fazer o exame?, disse. ///

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