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INSS injeta mais recursos que o FPM em 48 munic�pios

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O pagamento de cerca de 300 mil aposentados e pensionistas da Previdência Social em Alagoas injeta, mensalmente, R$ 66 milhões na economia do Estado. E é esse dinheiro que vem garantindo a movimentação da economia da maior parte dos 102 municípios alagoanos. Em 48 deles, o volume de recursos repassados pela Previdência, para pagamento de aposentados e pensionistas, é superior ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E não é apenas nos municípios pequenos que o volume de recursos da Previdência é maior do que o do fundo. Em Arapiraca, por exemplo, enquanto as três cotas do FPM de maio totalizaram R$ 2.254.671,49, a Previdência pagou no município, entre aposentadorias e pensões, no mesmo período, R$ 4.233.474,99. Até na capital, Maceió, o volume de recursos disponibilizados pela Previdência é superior aos do FPM. Em maio, Maceió contabilizou um repasse de R$ 8.807.727,75 do fundo, enquanto os pagamentos da Previdência somaram R$ 25.691.058,23. Em alguns municípios, o volume de recursos da Previdência é até três vezes maior do que o FPM. Em Porto Calvo, o repasse do FPM totalizou cerca de R$ 390 mil, em maio, enquanto a Previdência pagou em benefícios R$ 991.518,55. Segundo o chefe do Setor de Arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social em Alagoas, Jorge Acioly, em muitos municípios a economia funciona em torno dos recursos da Previdência. Salário mínimo ?Apesar de haver reclamação de que os benefícios pagos pela Previdência são baixos, em grande parte dos municípios é o dinheiro dos segurados do INSS que garante a movimentação da economia?. Acioly acrescenta que enquanto a Previdência paga R$ 66 milhões de benefícios no Estado, arrecada apenas R$ 25 milhões. O déficit de mais de R$ 40 milhões para pagamento dos benefícios dos alagoanos é coberto por outros Estados. Dos 300 mil segurados da Previdência estima-se que mais de 85% recebam apenas um salário mínimo. Mas em ?terra de cego, quem tem um olho é rei?, como confirma o ditado popular, os segurados da Previdência que são considerados os ?ricos? em alguns municípios. São eles, que mesmo ganhando, em sua maioria, apenas um salário mínimo, mantêm vivo o pequeno comércio dessas cidades. Pobreza Em São José da Tapera, um dos municípios considerados mais pobres do Estado ? e que já esteve entre os oito municípios de menor Índice de De-senvolvimento Humano (IDH) do País - a Previdência pagou, em maio, entre aposentadorias e pensionistas R$ 547 mil e recebeu de FPM, no mesmo período, R$ 342 mil. Acioly afirma que essa situação mostra que a maior parte dos municípios vive numa situação de extrema pobreza. ?Sem uma economia desenvolvida, eles dependem exclusivamente dos recursos do FPM. E sem os pagamentos dos segurados do INSS, com certeza, essa economia ficaria completamente estagnada?, avalia. Entre os municípios cujos repasses da Previdência Social são maiores do que o FPM (de acordo com cruzamento das informações da Gerência Regional de Controle Interno em Alagoas e do Escritório do INSS, com base em maio) estão: Água Branca, Anadia, Arapiraca, Atalaia, Batalha Boca da Mata, Cacimbinhas, Campo Grande, Canapi, Coruripe, Dois Riachos, Feira Grande, Girau do Ponciano, Igaci, Igreja Nova, Junqueiro, Maceió, Major Isidoro, Maravilha, Maribondo, Mata Grande, Murici, Olho D?Água das Flores. E ainda Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Penedo, Piaçabuçu, Pilar, Porto Calvo, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, Rio Largo, Santana do Ipanema, São José da Laje, São José da Tapera, São Luiz do Quitunde, São Miguel dos Campos, São Sebastião, Taquarana, Traipu, União dos Palmares e Viçosa.

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