Cidades
Nova diretoria do Confea ser� eleita dia tr�s de julho
Profissionais de todo o País estão mobilizados para as eleições, no dia 3 de julho, à presidência do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). O candidato de oposição à atual diretoria da entidade, Ivo Mendes Lima, defende como um dos principais eixos de seu trabalho o fim da proliferação indiscriminada de cursos e a multiplicação de títulos entre as três profissões. Hoje já existem 1.010 títulos diferenciados. ?Há até mesmo engenheiro digital, como se outros fossem analógicos, ao contrário do que ocorre entre médicos ou advogados, que apenas se especializam em suas áreas?, disse Ivo Mendes que esteve em Maceió para apresentar o seu programa de trabalho. Ivo Mendes é engenheiro civil, formado pela Universidade Federal do Paraná, exerceu cargos públicos e tem participação ativa na atividade classista no âmbito profissional. No seu programa de governo, exige transparência na utilização do orçamento de R$ 30 milhões do Confea, que arrecada 15% de toda a receita dos Conselhos Regionais de Engenharia, Agronomia e Arquitetura (Creas). ?Nosso compromisso é com a mudança e uma oposição ao continuísmo e o momento é de renovar, inovar, modernizar o Conselho Federal, resgatando as formas historicamente requeridas pela comunidade dos profissionais da área tecnológica?, ressaltou Ivo Mendes. Orçamento No orçamento de 2002, o Confea gastou R$ 70 mil apenas com revelação de filmes; R$ 1.030.00,00 com assessoria jurídica e R$ 1.500.000,00 com locações e outros serviços de pessoas jurídicas. ?A profissão mais valorizada é a de advogado e as atividades-fins como Programa de Fiscalização Integrada valem o mesmo que material de higiene e vale menos do que revelação de filmes: R$ 50mil?, ressaltou Ivo. Outra crítica à atual presidência, exercida por Wilson Lang, é a falta de fiscalização do exercício profissional aos engenheiros estrangeiros, que chegaram com as privatizações, mas recebem tratamento diferenciado. Segundo Ivo Mendes, não têm registros e não pagam anuidades. ?O Confea também não regulamentou as profissões e vivemos numa briga interna. A última vez que houve normatização interna, com regras definidas sobre fiscalização e atribuições profissionais foi em 1973, para arquitetos, engenheiros e agrônomos?, explicou. Para o candidato, o Conselho Federal deve ter como principal objetivo buscar um modelo de atuação voltado aos interesses dos profissionais que o sustentem, operando como um verdadeiro agente estimulador de discussões políticas. Dessa forma, acredita que serão possíveis resultados positivos na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e na sustentabilidade do desenvolvimento. Uma de suas metas é a implantação de um programa de engenharia pública para ofertar às camadas menos favorecidas da população o acesso aos serviços dos profissionais vinculados ao Sistema Confea/Creas. Quer ainda imprimir ao Conselho uma linha básica de ação reorientando o sistema para o aperfeiçoamento do exercício profissional, a regulamentação e a fiscalização, entre outras metas de trabalho.