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PE domina jogo do bicho em Alagoas

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Severino Carvalho Repórter Barreiros ? Bancas instaladas em municípios do Litoral e Zona da Mata Sul de Pernambuco comandam o jogo do bicho do lado Norte de Alagoas. Naquele Estado, a jogatina corre solta nas esquinas e principais avenidas das cidades, sem nenhuma interferência das autoridades policiais. Os delegados alegam que precisam eleger prioridades diante da escalada da violência e das dificuldades de trabalho. Eles centram foco no combate a crimes de maior potencial ofensivo, a exemplo de assaltos e homicídios, e deixam em segundo plano a contravenção penal. ### Jogo do bicho ainda desafia as polícias Barreiros ? É preciso fazer vistas mais do que grossas para não perceber o movimento de apostas do jogo do bicho, seja do lado pernambucano ou alagoano. A fezinha é exercida todo o santo dia, quer seja sob o olhar empedernido da estátua de Santo Antônio, na praça de mesmo nome, no Centro de Maragogi, ou a cinqüenta metros da delegacia de polícia de Barreiros (PE). Perto da distrital, funciona um ponto de apostas da banca Gravataense, com direito a mesa na porta, placa de publicidade e gravuras dos bichos impressas num expositor. E não pára por aí. Em frente ao Batalhão da Polícia Militar (PM), está a postos uma apontadora do jogo. ### ?É preciso estabelecer prioridades? Barreiros ? O delegado de Barreiros (PE), Walcir Martins, disse que no momento a força policial concentra esforços no sentido de combater os crimes de homicídio e assalto, que vêm atormentando os moradores do município. Os delitos considerados de menor potencial ofensivo, a exemplo da contravenção penal, serão combatidos posteriormente. ?É preciso estabelecer prioridades?, disse ele. Entendimento semelhante tem a delegada de São José da Coroa Grande, também no Estado vizinho, Edva Magalhães, e o delegado de Maragogi, Marcos Lins. ### Omissão policial perpetua jogo do bicho Maragogi ? O promotor de Justiça Sérgio Jucá avalia que o jogo do bicho se popularizou em todo o País diante da omissão das autoridades policiais. Segundo ele, a exploração dessa ou de qualquer outra modalidade de jogo de azar acaba por corromper o aparato policial para funcionar mesmo na clandestinidade. ?Não é raro você encontrar um policial que tenha ligação com alguma empresa de exploração do jogo de azar. Por isso, além de corromper o aparato policial, o jogo de azar traz todo um leque de nocividade à sociedade?, considerou Jucá. ### Ex-governador queria legalização O promotor de Justiça Sérgio Jucá recorda que o Estado de Alagoas criou uma lei para a exploração de jogos de azar, instituindo a autarquia denominada de Loteal (Loterias de Alagoas), cujas modalidades exploradas, dentre outras, eram sorteios, bingos, zooloterias e o Alagoas Dá Sorte. ?O Ministério Público (MP) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para declarar a inconstitucionalidade dessa lei. O STF, em 13 de dezembro de 2006, a declarou inconstitucional?, recordou o promotor, um dos autores da ação contra a Loteal. ///

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