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Alagoas n�o possui pol�tica antidrogas

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| Carla Serqueira Repórter Alagoas é um dos poucos Estados do Brasil que não possui uma política antidroga elaborada. Inseridas na rota do tráfico, as rodovias alagoanas são muitas para a pequena quantidade de policiais. Com pessoal insuficiente e carente de instrumentos adequados, como cães farejadores, o trabalho ostensivo da polícia é irrisório nas estradas. Na capital e no interior, a violência só aumenta alimentada pela fissura pelas drogas, enquanto a procura de dependentes químicos por tratamento esbarra na falta de vagas nos centros especializados e públicos. ### Conselho de Entorpecentes tenta priorizar a prevenção Presidente do órgão quer interiorizar conselho para cobrar uma maior participação de Alagoas no Fundo Nacional Antidrogas Com o objetivo de interiorizar as ações de atenção aos dependentes químicos e evitar o envolvimento de adolescentes e jovens com as drogas, a advogada Maria Lourença de Almeida, presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes, conduz a organização formada por cerca de 25 entidades públicas e não-governamentais, desde junho do ano passado. Sua meta é inaugurar em cada cidade de Alagoas um Conselho Municipal Antidrogas. ### Tratamento custa quase R$ 1 milhão Coordenador de Saúde Mental de Alagoas, Berto Gonçalo explica que, de acordo com a reforma psiquiátrica promovida no País, foram implantados Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) nos 27 Estados do Brasil. Eles atendem a pessoas com transtornos mentais, como neurose e esquizofrenia. Até 2004, só havia sete em território alagoano. Hoje eles somam 41 em 36 cidades. ?Existe um tipo de CAP específico para atender dependentes de álcool e outras drogas. Ele só pode ser criado em municípios com mais de 70 mil habitantes?, informa. ### Polícia investe em palestras educativas É nas crianças e nos adolescentes que as polícias Federal e Militar concentram esforços para diminuir o espaço do tráfico de drogas em Alagoas. A realização de palestras educativas é ?arma? comum nas duas organizações, apesar de não ter um fundo específico para custear a atividade. A prevenção ao uso de entorpecentes ainda não é prioridade quanto se fala em verbas oficiais e os encontros com os mais jovens são feitos graças a parcerias com entidades não-governamentais e empresas privadas. ///

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