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Viol�ncia transforma trabalho em perigo

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| Bleine Oliveira Repórter Com o desemprego em alta no Estado, a profissão ainda é uma das mais procuradas. Entretanto, os que já atuam alertam sempre os novatos para o risco inerente à atividade. Ser taxista hoje em dia é, de fato, viver em permanente perigo. Somente nos primeiros cinco meses deste ano três profissionais foram assassinados durante o trabalho. Informações do sindicato da categoria revelam que 21 taxistas foram assaltados no mesmo período. Os dados mostram o perigo de uma profissão apontada como opção para muita gente, num Estado em que mais de 62% da população é pobre. ### Taxistas estão entre principais vítimas Para taxistas nem sempre evitar os tipos suspeitos é suficiente para impedir os assaltos. Há registros de profissionais que foram atacados por casais que em nenhum momento deram sinais de que poderiam praticar o crime. Trabalhando nessa profissão há cerca de seis anos, o taxista Cícero Amaro Elias, 35, residente no Tabuleiro, entende que a situação está mais difícil atualmente. E já não há mais áreas de risco. Antes se acreditava que os bairros da periferia seriam os mais perigosos. ### Medo faz taxista parar de ?rodar? à noite O crescimento do número de assaltos tem provocado uma redução no número de profissionais que ?rodam? à noite. A causa, admite o presidente do Sintaxi, é o medo. Os que continuam trabalhando nesse horário têm optado por se associar às empresas de teletáxi. Nessa modalidade de serviço, o passageiro é cadastrado, está à espera num local previamente determinado, o que deixa o profissional menos apreensivo. ///

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