Cidades
Fam�lias s�o esquecidas em alojamentos
Davi Soares Repórter Maragogi ? Como se não bastasse ver suas casas desabando morro abaixo por causa do temporal que atingiu o Litoral Norte alagoano no inverno de 2005, 24 famílias vivem, desde aquele ano, em três alojamentos em Maragogi, sob a promessa de que suas casas seriam construídas em poucos meses. Promessa que completa dois anos no próximo sábado com mais uma previsão sendo renovada. O prefeito Marcos Madeira garantiu que em 30 dias começará a construir, com recursos próprios ou por meio de financiamento da Caixa Econômica, as tão aguardadas casas das mais de 150 pessoas que vivem sob condições subumanas. Em um dos abrigos, por exemplo, não tem água, nem banheiro. ### Nos abrigos improvisados falta de tudo Maragogi ? Nos outros alojamentos a situação é pior. Escondidas dos olhos dos turistas e do poder público, dez famílias vivem na Casa do Artesão e em pequenos casebres ao seu redor. Mas é só seguir pela estrada de barro, em frente à entrada central de Maragogi, que eles estão lá, vivendo primitivamente numa cidade considerada por turistas do mundo todo como um paraíso. Não há água, nem banheiro. Apesar de morarem a menos de 200 metros da Lavanderia Municipal Valdenira Costa, as mulheres lavam as roupas em uma cacimba, porque a lavanderia só fica aberta das 7h às 11h, e não há água suficiente para todas as famílias. ### Pesquisa em AL: debate na África Da Redação A experiência dos produtores do Arranjo Produtivo Local (APL) Mandioca no Agreste será um dos temas apresentados no workshop Inovação e Educação: aprendizagem por interação, que será realizado em Moçambique, África, de 11 a 15 de junho. Promovido pelo Banco Mundial, o evento reúne representantes de instituições governamentais, secretários de Estado, organizações sociais e profissionais que trabalham e incentivam atividades de cooperação e a formação de rede. ///