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Superlota��o de beb�s fecha maternidade do HU

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A maternidade do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, em Maceió, está fechada desde a última sexta-feira, medida extrema adotada pela direção da instituição na tentativa de desafogar a UTI Neonatal, que registra uma superlotação superior a 100% de sua capacidade de instalação, situação que coloca em risco a vida dos recém-nascidos. As gestantes que chegam ao HU em trabalho de parto são examinadas pela equipe médica e encaminhadas a outras maternidades públicas, permanecendo no hospital exclusivamente os casos de maior gravidade em que a transferência represente riscos reais para a mãe e o bebê. A UTI Neonatal do HU possui oito leitos, mas desde o início do ano tem funcionado com superlotação de pacientes. Ontem, por exemplo, o setor registrava a presença de 22 crianças. De janeiro até o último dia 14, o setor recebeu 219 recém-nascidos, o que dá uma média de 37 bebês por mês. Geralmente são bebês de baixo peso, com problemas respiratórios, má formação ou são filhos de gestantes de alto risco, fatores que os transformam em paciente de risco que necessita de cuidados especiais e contínuos para continuar vivo. A superlotação da UTI Neonatal tem comprometido a qualidade da assistência aos recém-nascidos, segundo avaliação do diretor do HU, João Macário Omena, e contribuído para ocorrência de óbitos que, em outras condições de trabalho, poderiam ser evitáveis. Nos últimos seis meses morreram no setor 49 bebês, uma média de oito óbitos por mês que, embora estejam dentro das estatísticas consideradas normais para as unidades que tratam desse tipo de paciente, poderia ser menor. A situação crítica do setor de UTI Neonatal do hospital tem sido comunicada semanalmente aos gestores do Estado e Município através de relatórios enviados pela direção do HU. Ontem, Macário encaminhou aos secretários de Saúde, Álvaro Machado e Adeilson Loureiro, ofício onde solicita uma audiência para discutir soluções para o problema.

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